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    Servidores vão propor reajuste de 7,06% a 10,34% em negociação com governo

    Reunião está marcada para a tarde de quarta-feira em Brasília; parcelas seriam pagas a partir do segundo semestre

    Proposição do governo foi vista como um "importante ponto de partida", porém ainda insuficiente
    Proposição do governo foi vista como um "importante ponto de partida", porém ainda insuficiente Arquivo - Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

    Taísa Medeirosda CNN

    Brasília

    Centrais sindicais que representam os servidores públicos federais adiantaram à CNN que, na reunião da Mesa Nacional de Negociação Permanente, levarão ao governo uma proposta de reajuste salarial para 2024 de 7,06% a 10,34%, conforme a categoria. A reunião está marcada para quarta-feira (28), às 14h30, em Brasília.

    No fim do ano passado, o governo brasileiro apresentou uma contraproposta ao pedido inicial dos servidores, feito em julho de 2023. A proposição foi vista como um “importante ponto de partida”, porém ainda insuficiente.

    A sugestão do governo foi de um reajuste de 4,5% para 2025 e 4,5% para 2026. “Na proposta do governo, não tem nada para 2024, zero. A gente acha isso um desrespeito com o funcionalismo, que passou tanto tempo sob ataques e com salários congelados”, explica Rudinei Marques, presidente do Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado (Fonacate).

    A expectativa é que a negociação avance para que algumas parcelas do reajuste sejam adiantadas pelo menos para o segundo semestre deste ano.

    As entidades ressaltaram que os valores propostos de reajuste dos benefícios, como auxilio-alimentação, saúde suplementar e auxílio creche não alcançam a equiparação com os demais servidores do Legislativo e do Judiciário.

    A proposta é de aumento de 52% no auxílio-alimentação, que iria a R$ 1 mil a partir de maio. Já na saúde suplementar e na assistência pré-escolar o aumento seria de 51%.

    Além disso, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) não apresentou proposta para este ano.

    Conforme as entidades, “a contraproposta considera as reposições e perdas salariais das categorias”.

    São dois blocos de percentuais para o reajuste.

    O primeiro inclui categorias que tiveram reajuste em 2016 e 2017 e o segundo, de 2016 a 2019. Significa dizer que de 2024 a 2026 o bloco 1 teria reajuste de 10,34% por ano, totalizando 34,32%.

    Já o bloco 2 receberia 7,06%, somando 22,71%.