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    Sob pressão para trocar Ana Moser, governo não descarta criação de agência para Olimpíadas

    Ideia é defendida por lideranças do Centrão, interessadas no Ministério de Esportes; órgão atuaria na organização da participação do Brasil nas Olimpíadas de 2024

    Ana Moser, ministra do Esporte
    Ana Moser, ministra do Esporte Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

    Basília Rodrigues

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    A criação de uma agência pública vinculada ao Ministério do Esporte é discutida entre integrantes do governo para abrigar Ana Moser, em caso de demissão na reforma ministerial.

    De acordo com negociadores da minirreforma ministerial, ouvidos pela CNN, a agência atuaria na organização da participação do Brasil nas Olimpíadas de 2024, que serão realizadas em Paris.

    Veja também – Ana Moser diz que pressão do Centrão por seu cargo é normal

    A ideia é defendida por lideranças do Centrão, interessadas no Ministério de Esportes. A pasta tem muita capilaridade e é vista como um ativo na campanha das eleições municipais.

    Nos bastidores, o discurso é de que a pasta necessita de um ministro com visão mais política para fazer gestão com Congresso e municípios. Com boa interlocução com entidades do Esporte, sendo um dos principais nomes do vôlei brasileiro, Ana Moser assumiria a tarefa de cuidar apenas dos preparativos para as Olimpíadas.

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem sido cobrado publicamente, por aliados e movimentos sociais, pela redução do número de mulheres no quadro ministerial. No caso de Ana Moser, a pressão para trocar a ministra ocorre em meio à Copa do Mundo Feminina. De acordo com integrantes do Planalto, o futuro da pasta continua indefinido.

    Para atenuar pressões, o Centrão se comprometeu a indicar mulheres para entidades como Fundação Nacional da Saúde (Funasa) e Caixa Econômica Federal. Oficialmente, os nomes ainda não foram apresentados ao presidente Lula.

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