Sob tensão entre Poderes, Lula e Alcolumbre sentam-se lado a lado no TSE
Presidente teve duas derrotas no Congresso Nacional com a rejeição de Jorge Messias ao STF e a derrubada do veto ao projeto de lei da dosimetria

Em meio à tensão entre os Poderes, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sentou-se nesta terça-feira (12) ao lado do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), durante a posse do ministro Kassio Nunes Marques na presidência do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Apesar da proximidade, os dois não se cumprimentaram nem conversaram durante a mais de uma hora de duração da cerimônia.
O presidente da Casa Alta chegou a olhar diretamente para Lula uma vez ou outra, mas o presidente conversou mais com o empossado Nunes Marques, que estava sentado ao seu lado esquerdo. No fim da cerimônia, Alcolumbre até ficou olhando na direção do presidente, mas Lula manteve-se de costas em direção à saída e não virou em nenhum momento para o lado do senador.
A relação entre Lula e Alcolumbre se tornou ainda mais turbulenta depois da rejeição no plenário do Senado Federal da indicação de Jorge Messias ao STF (Supremo Tribunal Federal), com uma margem de 7 votos a menos do que os 41 necessários e da derrubada do veto de Lula ao projeto de lei da dosimetria.
Existe a possibilidade do Executivo tentar compor uma reaproximação com Alcolumbre depois da rejeição a Messias e a queda do veto da Dosimetria, muito por conta da possibilidade de indicar um novo nome para o Supremo ainda no atual governo e antes das eleições de outubro.
O ministro Kassio Nunes Marques tomou posse nesta terça-feira (12) como presidente do TSE. O ministro André Mendonça assumiu a vice-presidência da Corte.
Além de Lula e Alcolumbre, participaram da cerimônia o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), o presidente do STF, Edson Fachin, o senador Flávio Bolsonaro (PL) e Michelle Bolsonaro.
Esta é a primeira vez que ministros indicados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) assumem o comando do TSE. Nunes Marques e Mendonça estarão à frente da Corte durante as eleições de 2026, cujo primeiro turno está previsto para 4 de outubro.
*Sob supervisão de João Ker


