Sóstenes cobra investigação sobre contrato de mulher de Moraes com Master
Escritório da advogada Viviane Barci de Moraes assinou um contrato de R$ 129 milhões com o banco; deputado usou caso como exemplo ao se defender de investigação por suspeita de lavagem de dinheiro
O deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) criticou a PF (Polícia Federal) por não investigar o contrato que a esposa do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), Viviane Barci de Moraes, tem com o Banco Master.
"Eu fico impressionado é como a Polícia Federal não quer investigar a esposa de um ministro do Supremo Tribunal Federal que tem um contrato com um banqueiro de R$ 129 milhões”, disse.
Sóstenes citou o caso como exemplo em sua defesa após ter sido alvo de uma operação da Polícia Federal, realizada nesta sexta-feira (19), que investiga os crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
A informação sobre a relação do escritório de advocacia de Viviane com o banco investigado por fraudes contra o sistema financeiro foi revelada pelo jornal O Globo na semana passada.
O contrato de R$ 129 milhões previa que o escritório da família atuasse na defesa do Banco Master em casos envolvendo o Banco Central, a Receita Federal, Congresso e nas seguintes instâncias:
- Ministério Público;
- Polícia Judiciária;
- Poder Judiciário (Polícia Federal);
- Executivo (Banco Central, Receita Federal, Procuradoria Geral da Fazenda Nacional e Conselho Administrativo de Defesa Econômica);
- Legislativo, com o acompanhamento de projetos de interesse do banco.
Viviane teria atuado, por exemplo, em uma queixa-crime apresentada em abril de 2024 por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, contra Vladimir Timmerman, investidor da Esh Capital.
Operação Galho Fraco
A PF deflagrou hoje a operação Galho Fraco, que investiga desvio de recursos públicos oriundos de cotas parlamentares. Além do líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, o deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) também está entre os alvos.
Conforme as investigações, agentes políticos, servidores comissionados e particulares teriam atuado de forma coordenada para o desvio e posterior ocultação de verba pública.
Em coletiva de imprensa, o deputado disse que a operação da PF se trata de uma "perseguição" e que não tem "nada a temer".
Durante as buscas, os agentes apreenderam cerca de R$ 400 mil em espécie na casa de Sóstenes. Segundo o deputado, o dinheiro diz respeito a venda de um imóvel, feita com “recurso lícito”.


