STF vê André Mendonça conservador e religioso, mas técnico

Ala do Supremo chegou a se movimentar na defesa da indicação de Augusto Aras

Pedro Zanattada CNN

Em São Paulo

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Antes da sabatina de André Mendonça que ocorreu na quarta-feira (1), seguida pela aprovação do novo integrante do Supremo Tribunal Federal (STF) ocorreram movimentações na corte na defesa de outro nome, o do procurador-geral da República Augusto Aras. As informações foram obtidas pela âncora da CNN Daniela Lima.

Aras era o “plano B” de um grupo que atuava tanto no STF como no Congresso e até mesmo no Superior Tribunal de Justiça (STJ). No entanto, após quatro meses em que Davi Alcolumbre (DEM-AP) segurou a sabatina de Mendonça, o nome do PGR foi deixado de lado.

Por outro lado, havia mais uma ala do Supremo que defendia o nome de Mendonça. Quem encabeçava o apoio era o ministro Dias Toffoli, que trabalhou com Mendonça quando foi advogado-geral da União. Toffoli defendeu a indicação de seu colega não apenas para partidos do centro, mas para siglas de esquerda como, por exemplo, o Partido dos Trabalhadores (PT).

O ministro Alexandre de Moraes também não enxerga de maneira negativa a indicação de Mendonça para a corte.

Temor político

Havia uma insegurança de líderes políticos de que Mendonça poderia tentar restaurar o “lavajatismo” da corte. Um ministro, no entanto, reiterou que a operação acabou e que não existe como recuperá-la.

O entendimento é de que os três principais temas levantados pela Lava Jato — prisão após condenação em segunda instância, delação premiada e a jurisdição para crimes eleitorais — já foram decididos pelo Supremo.

Por fim, a recepção da corte ao novo ministro tem sido positiva. O entendimento é de que, mesmo sendo conservador e religioso, Mendonça compreende o Direito. O presidente do STF, Luiz Fux, prevê a data de 16 de dezembro para a cerimônia de posse.

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