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    Tarcísio procura opções a Nunes para Prefeitura de São Paulo, mas descarta Salles, dizem aliados

    Governador só não desembarcou porque as demais candidaturas não são consideradas sólidas o suficiente

    O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos)
    O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) Divulgação/Governo de São Paulo

    Raquel LandimPedro Venceslauda CNN

    São Paulo

    Aliados de Tarcísio de Freitas (Republicanos) dizem que o governador vem procurando opções para a Prefeitura de São Paulo, mas, por enquanto, segue apoiando a reeleição de Ricardo Nunes (MDB).

    Fontes afirmam que Tarcísio só não desembarcou porque as demais candidaturas não são consideradas sólidas o suficiente.

    A avaliação no entorno do governador é que Kim Kataguiri (União) dificilmente vai conseguir o apoio do próprio partido, o União Brasil, que tende a coligar com Nunes.

    A candidata Tabata Amaral, do PSB, tem diálogo aberto com Tarcisio, mas é considerada jovem e num partido muito à esquerda do espectro político.

    Aliados de Tarcísio descartam apoio a Ricardo Salles, dentro ou fora do PL. A avaliação é que falta confiança na relação entre os dois.

    A ideia é evitar a vitória de Guilherme Boulos, do PSOL, com quem não tem interlocução. A avaliação é que é muito difícil administrar o estado sem o apoio do prefeito e vice-versa.

    O governador paulista é considerado um cabo eleitoral importante nas eleições municipais, assim como Lula ou Jair Bolsonaro, embora tenha perdido na capital.

    Tarcísio já apoiou com mais entusiasmo a candidatura de Nunes. Os dois registraram divergências públicas ao longo do ano.

    Em julho, o governador afirmou que pretendia mudar a Cracolândia da Luz para o bairro do Bom Retiro, no centro, mas não consultou antes o prefeito.

    “Não foi falado comigo. A gente tem reuniões periódicas para tratar desse tema, o que eu entendo é poder não fazer a remoção da Cracolândia, mas talvez fazer um direcionamento para atendimento público para as pessoas”, disse o chefe do executivo paulistano.

    Na semana passada o governador criticou a proposta do prefeito de zerar a tarifa do transporte público na capital paulista aos domingos e durante a noite.