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    Termina depoimento de Mauro Cid à Polícia Federal

    Ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL) foi ouvido para esclarecer pontos de uma conversa entre o ex-presidente e o hacker Walter Delgatti

    O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, durante depoimento à CPI do 8 de Janeiro na Câmara Legislativa do DF
    O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, durante depoimento à CPI do 8 de Janeiro na Câmara Legislativa do DF Ton Molina/Fotoarena/Estadão Conteúdo

    Da CNN

    O depoimento do tenente-coronel Mauro Cid à Polícia Federal (PF) nesta sexta-feira (25) terminou. Ele deixou a sede da corporação, em Brasília, por volta das 20h.

    O ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL) foi ouvido para esclarecer pontos de uma conversa entre o ex-presidente e o hacker Walter Delgatti, em agosto do ano passado.

    Veja também — CPMI do 8/1 articula acordo de delação para Mauro Cid

    Segundo o advogado de Cid, o depoimento durou cerca de 2 horas, mas o sistema da PF em que são registradas as falas do investigado caiu, causando demora para que o cliente saísse. Ele não informou detalhes do teor da oitiva.

    Mauro Cid chegou à sede da Polícia Federal por volta das 14h, em um carro descaracterizado da corporação e não falou com a imprensa. Na entrada, o advogado disse que não sabia o objetivo do novo interrogatório.

    Entenda o depoimento e a investigação

    A oitiva acontece dentro do inquérito que apura as ações do hacker Walter Delgatti Neto contra o sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Conhecido como “hacker da Vaza Jato”, ele está preso desde o dia 2 de agosto pela invasão ao CNJ.

    Em depoimento à CPMI do Congresso Nacional que investiga os ataques criminosos de 8 de janeiro, Delgatti denunciou que Bolsonaro perguntou a ele sobre fraude em urnas eletrônicas durante uma reunião no Palácio do Alvorada.

    A PF procurava entender, através de Cid, o teor dessa reunião. Então ajudante de ordens de Bolsonaro, o tenente-coronel acompanhava o ex-presidente em suas atividades e também cuidava das agendas.

    Neste caso, também é investigada a deputada federal Carla Zambelli (PL).

    O militar está preso desde maio, suspeito de envolvimento em um esquema de fraude em cartões de vacinação de familiares e do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele também é investigado no caso das vendas de joias sauditas do governo brasileiro no exterior.

    *publicado por Tiago Tortella, da CNN

    *com informações de Luciana Amaral, Elijonas Maia e Gustavo Uribe, da CNN