TSE rebate PL, recursos dos partidos e mais de 29 de setembro

Tribunal Superior Eleitoral (TSE) disse que o documento divulgado na quarta-feira (28) pelo PL com críticas ao sistema eleitoral brasileiro contém conclusões “falsas e mentirosas”

, em São Paulo
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A resposta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) do documento divulgado pelo Partido Liberal (PL) que faz críticas ao sistema eleitoral brasileiro e a maior destinação de recursos para campanha a presidentes de partidos estão entre os destaques desta quinta-feira (29).

TSE diz que documento do PL tem conclusões “falsas e mentirosas” sobre falhas no sistema eleitoral

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) disse nesta quarta-feira (28) que o documento divulgado nesta quarta-feira (28) pelo PL, partido do presidente Jair Bolsonaro, com críticas ao sistema eleitoral brasileiro contém conclusões “falsas e mentirosas”.

O presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes, mandou ainda que o documento seja anexado ao inquérito das fake news para a apuração criminal dos idealizadores da nota.

Em nota, a sigla alega ter um relatório que aponta uma série de falhas no TSE que podem afetar o resultado das eleições, citando como base em uma auditoria feita pelo partido. O documento é apócrifo –ou seja, não é assinado por ninguém. O presidente Jair Bolsonaro, principal crítico do sistema eleitoral, é filiado ao partido.

A divulgação do documento expôs divergências entre o grupo comandado pelo presidente do partido, Valdemar da Costa Neto, com um grupo mais alinhado ao presidente Jair Bolsonaro, de acordo com o colunista da CNN Caio Junqueira.

Presidentes de partidos recebem mais recursos para campanha do que média de outros candidatos

Dos 32 partidos políticos brasileiros, 16 têm seus presidentes nacionais disputando as eleições. Doze deles recebem mais recursos do Fundo Eleitoral para financiar suas campanhas do que a média dos candidatos da legenda ao mesmo cargo em seus estados.

Em um dos casos, o valor é 1.855% maior do que a média. O levantamento da CNN tem como base os dados da Divulgação de Candidaturas e Contas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) coletados até terça-feira (27).

Presidentes beneficiados

Entre os dirigentes candidatos, dez buscam uma vaga Câmara dos Deputados: os presidentes de PP, PT, União Brasil, Republicanos, MDB, PSC, Podemos, Avante, Rede e Solidariedade.

A maior quantia recebida do Fundo Especial de Financiamento de Campanha foi de Heloísa Helena (Rede), candidata a deputada federal pelo Rio de Janeiro. São R$ 1.376.000 em recursos públicos para a promoção de sua candidatura – valor limite estabelecido pela Justiça Eleitoral para o cargo.

Em média, um filiado à Rede que pleiteia a Câmara Federal no estado recebeu R$ 823.910,72 para a mesma finalidade (o cálculo considera a própria Helena), praticamente três vezes a menos do que ela.

A maior disparidade também foi registrada no Rio de Janeiro. Pastor Everaldo (PSC) teve R$ 2.700.000 em recursos do “fundão” para fazer campanha, enquanto a média de concorrentes fluminenses ao posto por seu partido fica em R$ 138.050,52, quase 19 vezes a menos.

Os repasses do fundo para os dez candidatos superam em ao menos 50% a média de suas siglas.

Paulinho da Força (Solidariedade-SP), que teve seu registro de candidatura indeferido pelo Tribunal Regional Eleitoral, havia recebido 167% a mais do que a média de candidaturas do seu partido a deputado federal no estado.

Disparidade atinge outros cargos

Disputando a Assembleia Legislativa da Bahia, Carlos Massarollo (PMN) recebeu R$ 300.000 do “fundão” para sua campanha, ao passo em que a média investida por seu partido para a mesma disputa é de R$ 21.538,46 – 1.292,8% menor.

Único presidente que postula o Senado é Suêd Haidar (PMB), no Rio de Janeiro. O PMB tem outros quatro candidatos à Casa, mas apenas Haidar teve repasses do fundo. Enquanto ele teve mais de R$ 815 mil em recursos do financiamento, os concorrentes em Alagoas, Pará, Tocantins e Rondônia não receberam verba partidária.

Outros presidentes de partidos que são candidatos

Candidatos ao governo federal são dois: José Maria Eymael (DC) e Leonardo Péricles (UP) receberam, respectivamente, R$ 1.164.431,00 e R$ 1.275.436,94 do “fundão”. Mandatários de PSOL e PCdoB, por sua vez, ocupam posições de suplência e vice em suas chapas e, por isso, o TSE não exige apresentação de contas durante o período eleitoral.

Distribuição do dinheiro

As campanhas políticas tiveram R$ 4,9 bilhões em fomento público neste ano, valor distribuído entre as 32 legendas. Desde o pleito de 2018, o mecanismo existe para substituir as doações empresariais, proibidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2015.

Maior beneficiário nesta eleição, o União Brasil tem mais de R$ 750 milhões para suas candidaturas; seguido por PT, com pouco mais de R$ 500 milhões; e por MDB, com R$ 363,2 milhões. Veja a lista completa.

Cada legenda deve reservar 30% do que recebe para candidaturas femininas – mesma proporção do tempo de propaganda eleitoral gratuita destinada às mulheres.

No mais, a distribuição é determinada pelas próprias siglas, por meio de seus diretórios estaduais. A direção nacional delas, porém, também faz repasses. Gleisi Hoffmann (PT-PR) e Baleia Rossi (MDB-SP), que disputam a Câmara dos Deputados, por exemplo, tiveram a totalidade de seus recursos do fundo eleitoral (R$ 2,3 milhões e R$ 2,5 milhões, respectivamente) repassada pela direção nacional, comandada por eles.

A CNN entrou em contato com os 12 partidos citados e aguarda retorno.

“Facada nas costas” mencionada por Ciro é direcionada a Camilo Santana, diz PDT

Integrantes da campanha de Ciro Gomes (PDT) à Presidência relataram à CNN que as últimas declarações dadas pelo presidenciável em relação a uma suposta traição de apoiadores no Ceará, seu reduto político, são referências ao ex-governador Camilo Santana (PT), candidato ao Senado no estado.

Nos bastidores, há insatisfação com o fato de Santana ter declarado apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em julho e patrocinado a escolha de Elmano de Freitas como candidato ao governo do Ceará, rompendo uma aliança histórica entre PDT e PT no estado.

Aliados de Ciro dizem que a articulação seria fruto de uma promessa de Lula a Santana de que ele será ministro em caso de um terceiro governo.

Em entrevista concedida ao podcast Flow na segunda-feira (26), Ciro afirmou ter sido vítima de traição no estado. “Eu dei minha vida ao povo cearense e algumas lideranças, todas que ajudei a formar, se reuniram e meteram a faca nas minhas costas”. O tema tem aparecido com frequência na reta final da campanha.

Governador do Ceará eleito em 2014 e reeleito em 2018, Camilo foi secretário de estado durante os governos de Cid Gomes, irmão de Ciro.

Em nota, a campanha do ex-presidente Lula negou que ele tenha feito oferta de ministério a Camilo Santana e nem para nenhum outro político. “A campanha de Ciro Gomes tem enveredado por caminho de isolamento e ressentimento, inventado mentiras para justificar seu fracasso político”, diz a nota. A CNN procurou Camilo Santana e aguarda retorno.

A CNN procurou a assessoria do candidato Ciro Gomes e aguarda retorno.

PDT nega afastamento dos irmãos

Irmãos de Ciro, o senador Cid Gomes e o prefeito de Sobral, Ivo Gomes, posaram para fotos ao lado de Camilo Santana na semana passada – o que fez aumentar o rumor de que o presidenciável rompera com os irmãos.

Para a campanha de Ciro, a relação da família está pacificada, e como exemplo, citam o fato de os irmãos já terem representado o presidenciável ao longo da corrida eleitoral.

O encerramento da quarta campanha ao Planalto do pedetista será no Ceará. Na sexta-feira (30) ele irá a Sobral, cidade da qual foi prefeito e onde cresceu, e encerra a corrida eleitoral com uma carreata em Fortaleza. No estado, Ciro tentará alavancar a campanha de Roberto Cláudio (PDT) que, de acordo com as mais recentes pesquisas eleitorais, corre risco de ficar de fora do segundo turno.

Entenda como os Estados Unidos "exportam" inflação para outros países

O Federal Reserve está focado em conter os aumentos de preços nos Estados Unidos.

Mas países a milhares de quilômetros de distância estão se recuperando de sua dura campanha para conter a inflação, à medida que seus bancos centrais são forçados a aumentar as taxas de juros cada vez mais rápido e um dólar descontrolado empurra para baixo o valor de suas moedas.

“Estamos vendo o Fed sendo tão agressivo como tem sido desde o início dos anos 1980. Eles estão dispostos a tolerar um desemprego mais alto e uma recessão”, disse Chris Turner, diretor global de mercados do ING.

“Isso não é bom para o crescimento internacional”.

A decisão do Federal Reserve de aumentar as taxas em três quartos de ponto percentual em três reuniões consecutivas, ao mesmo tempo em que sinaliza que mais altas estão a caminho, levou seus pares em todo o mundo a ficarem mais rígidos também.

Se ficarem muito atrás do Fed, os investidores poderão retirar dinheiro de seus mercados financeiros, causando sérias interrupções.

Os bancos centrais da Suíça, Reino Unido, Noruega, Indonésia, África do Sul, Taiwan, Nigéria e Filipinas seguiram o Fed ao aumentar as taxas na semana passada.

A postura do Fed também empurrou o dólar para máximas de duas décadas contra uma cesta das principais moedas.

Embora isso seja útil para os americanos que querem fazer compras no exterior, é uma notícia muito ruim para outros países, pois o valor do yuan, do iene, da rupia, do euro e da libra cai, tornando mais caro importar itens essenciais como alimentos e combustível.

Essa dinâmica – na qual o Fed essencialmente exporta inflação – pressiona os bancos centrais locais.

“O dólar não se fortalece isoladamente. Tem que se fortalecer contra alguma coisa”, disse James Ashley, chefe de estratégia de mercado internacional da Goldman Sachs Asset Management.

As consequências punitivas da rápida valorização do dólar ficaram mais claras nos últimos dias.

O Japão interveio na quinta-feira passada pela primeira vez em 24 anos para reforçar o iene, que caiu 26% em relação ao dólar no acumulado do ano.

O Banco do Japão permaneceu uma exceção entre os principais bancos centrais e resistiu ao aumento das taxas, apesar de um aumento na inflação.

A China está observando os mercados de câmbio depois que as negociações do yuan em terra caíram para seu nível mais baixo em relação ao dólar desde a crise financeira global, enquanto a presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, alertou na segunda-feira (26) que a forte depreciação do euro “aumentou o acúmulo de pressões inflacionárias. ”

O Reino Unido mostra a rapidez com que a situação pode sair do controle à medida que os investidores globais engasgam com o plano de crescimento econômico de um novo governo.

A libra esterlina caiu para uma baixa recorde em relação ao dólar na segunda-feira, depois que o experimento pouco ortodoxo de implementar grandes cortes de impostos enquanto aumentava os empréstimos disparou o alarme.

O caos que se seguiu forçou o Banco da Inglaterra a anunciar um programa emergencial de compra de títulos para tentar estabilizar os mercados e levou a uma advertência do Fundo Monetário Internacional (FMI), que disse que o governo do Reino Unido deveria reconsiderar suas propostas.

O sistema financeiro global é “como uma panela de pressão” agora, disse Turner. “Você precisa ter políticas fortes e confiáveis, e quaisquer erros de política são punidos.”

A ameaça aos mercados emergentes

O Banco Mundial alertou recentemente que o risco de uma recessão global em 2023 aumentou à medida que os bancos centrais de todo o mundo aumentam as taxas de juros ao mesmo tempo em resposta à inflação.

Também disse que a tendência pode resultar em uma série de crises financeiras entre as economias em desenvolvimento – muitas ainda sofrendo com a pandemia – “que lhes causariam danos duradouros”.

As maiores consequências podem ser sentidas em países que emitiram dívidas denominadas em dólares.

Pagar essas obrigações se torna mais caro à medida que as moedas locais se desvalorizam, forçando os governos a cortar gastos em outras áreas, assim como a inflação devasta os padrões de vida.

A diminuição das reservas de moeda também é motivo de preocupação.

A escassez de dólares no Sri Lanka contribuiu para a pior crise econômica da história do país e forçou seu presidente a deixar o cargo no início deste ano.

Os riscos são revelados pelo tamanho dos aumentos das taxas de juros em muitos desses países.

O Brasil, por exemplo, manteve a taxa de juros estável neste mês, mas somente após 12 altas consecutivas que deixaram sua taxa básica em 13,75%.

O banco central da Nigéria elevou as taxas para 15,5% na terça-feira, muito acima do que os economistas esperavam.

Em comunicado, o banco central observou que “o aperto contínuo da política monetária pelo Federal Reserve dos EUA também está pressionando as moedas locais em todo o mundo, com repasse para os preços domésticos”.

A dor pode ser interrompida?

A última vez que o dólar sofreu uma queda semelhante, no início dos anos 1980, formuladores de políticas nos Estados Unidos, Japão, Alemanha, França e Reino Unido anunciaram uma intervenção coordenada nos mercados de câmbio que ficou conhecida como Plaza Accord.

O recente rali do dólar, e a dor resultante que causou a outros países, provocou rumores de que talvez seja hora de outro acordo.

Mas a Casa Branca jogou água fria na ideia, o que a torna improvável por enquanto.

"Não prevejo que é para lá que estamos indo", disse Brian Deese, diretor do Conselho Econômico Nacional, na terça-feira.

Enquanto isso, espera-se que o Federal Reserve mantenha o curso. Isso significa que o dólar ainda pode subir ainda mais e outros bancos centrais não poderão relaxar.

A força adicional do dólar e as taxas mais altas dos EUA são “absolutamente algo que devemos antecipar, e as consequências disso são realmente muito profundas”, disse Ashley, do Goldman Sachs Asset Management.

Mega-Sena acumula e prêmio do próximo concurso é estimado em R$ 300 milhões

A Caixa Econômica Federal realizou, nesta quarta-feira (28), o sorteio do concurso 2524 da Mega-Sena. Como ninguém acertou as seis dezenas, o prêmio segue acumulado e estimado em R$ 300 milhões para o próximo sorteio. O valor é um dos maiores da história.

As dezenas sorteadas foram: 22-37-03-41-43-20

O sorteio foi realizado às 20h, horário de Brasília, com transmissão ao vivo pelas redes sociais do banco. Próximo sorteio ocorre neste sábado (1°).

Ainda segundo o banco, 404 apostas acertaram cinco números (quina) e levam R$ 43.914,62 cada. Outras 30.194 apostas acertaram quatro números (quadra) e recebem R$ 839,40 cada.

Premiação

O prêmio bruto corresponde a 43,35% da arrecadação. Dessa porcentagem:

35% são distribuídos entre os acertadores dos 6 números sorteados (Sena);
19% entre os acertadores de 5 números (Quina);
19% entre os acertadores de 4 números (Quadra);
22% ficam acumulados e são distribuídos aos acertadores dos 6 números nos concursos de final 0 ou 5.
5% ficam acumulados para a primeira faixa – sena – do último concurso do ano de final 0 ou 5 (Mega da Virada).

Acumulação

Não havendo acertador em qualquer faixa, o valor acumula para o concurso seguinte, na respectiva faixa de premiação.

Os prêmios prescrevem 90 dias após a data do sorteio. Após esse prazo, os valores são repassados ao tesouro nacional para aplicação no Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies).

(Publicado por Lucas Rocha)