Tucano, prefeito de São Bernardo critica critérios de retomada de Doria

"Se é para retirar São Paulo da região metropolitana, também quero que São Bernardo seja retirada, porque nossos indicadores são melhores", diz Morando

O prefeito de São Bernardo do Campo, Orlando Morando (PSDB-SP)
O prefeito de São Bernardo do Campo, Orlando Morando (PSDB-SP) Foto: PSDB/Divulgação

Iuri Pittada CNN

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A “retomada consciente” anunciada nesta quarta-feira (27) pelo governador de São Paulo, João Doria, e a decisão de tratar a capital, administrada por Bruno Covas, em separado dos outros 38 municípios da Grande São Paulo causou ruído no PSDB, partido do governador e do prefeito paulistano.

Também tucano, o prefeito de São Bernardo do Campo, Orlando Morando, questiona os critérios para essa decisão.

“Recebi com indignação esse tratamento diferenciado. Se é para retirar São Paulo da região metropolitana, também quero que São Bernardo seja retirada, inclusive porque nossos indicadores são melhores que os da capital”, afirma o tucano, referindo-se a dados como número de leitos e disponibilidade de equipamentos de proteção individual (EPIs) como proporção da população, entre outros. “Ou vale uma regra para todos, ou não vale para ninguém.”

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O prefeito de São Bernardo pediu audiência com promotores do Ministério Público Estadual para questionar os critérios adotados pela gestão Doria para classificar a capital em uma fase mais avançada do que as demais cidades da região metropolitana, no plano de encerramento da quarentena e retomada das atividades não essenciais. Na coletiva de hoje, Doria estava ao lado de Covas, que dará nova entrevista nesta quinta-feira (28) para detalhar as medidas a serem adotadas a partir de 1º de junho.

O prefeito paulistano apresentou um indicador de isolamento recém-modelado pelos técnicos da capital, além de dados sobre oferta de leitos de UTI e curvas de casos confirmados e óbitos, que justificariam um melhor status da cidade em comparação às vizinhas da Grande São Paulo. Em recente entrevista à CNN, Covas lembrou que mais de 1.700 vias públicas da capital são contíguas a outros municípios, isto é, um lado da via é responsabilidade de uma prefeitura e o outro, de outra gestão municipal.

O secretário de Desenvolvimento Regional de São Paulo, Marco Vinholi, defendeu os critérios adotados pelo governo Doria e explicou que o modelo heterogêneo delimita uma análise específica de cada uma das regiões. “Os municípios do ABC estão pleiteando a subdivisão da região metropolitana, através da organização das 6 regiões de saúde, o que será avaliado pelo comitê de contingenciamento”, disse Vinholi, que também é preside o diretório estadual do PSDB.

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