Sóstenes: defenderemos nossos soldados, seja Zambelli, Eduardo ou Ramagem
Segundo o líder do PL na Câmara, apoio se manterá a qualquer parlamentar da sigla que no futuro “venha ser perseguido”

O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou nesta terça-feira (9) que o partido vai defender todos os "soldados" da legenda e citou os casos dos parlamentares Eduardo Bolsonaro (PL-SP), Carla Zambelli (PL-SP) e Alexandre Ramagem (PL-RJ).
“Logicamente vamos defender todos os nossos soldados seja Zambelli, Eduardo ou Ramagem. Qualquer outro que venha ser perseguido. Vamos trabalhar intensamente pela não cassação [...] Qualquer outro que venha ser perseguido”, disse o deputado em coletiva de imprensa.
Sobre as possibilidades de cassação dos mandatos de Eduardo Bolsonaro, Carla Zambelli e de Ramagem, Sóstenes afirmou ainda que o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), quer “trazer os outros casos ao plenário”, para que a deliberação sobre as perdas ou não dos cargos aconteça de forma colegiada.
O caso de Zambelli, que está presa na Itália desde julho, deve ser analisado em plenário nesta quarta-feira (10). Segundo Sóstenes, os outros dois parlamentares devem ficar para semana que vem.
Zambelli foi condenada duas vezes pelo Supremo. A primeira vez depois que ela e o hacker Walter Delgatti invadiram o sistema do CNJ (Conselho Nacional de Justiça); e a segunda, por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal, quando a deputada ameaçou um homem na véspera do 2º turno das eleições. Nas duas condenações, a Corte determinou a perda do mandato da parlamentar.
Ramagem, condenado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) a 16 anos e um mês de prisão por sua atuação na tentativa de golpe de Estado, está nos Estados Unidos desde o início de novembro e teve seu nome incluído no Banco Nacional de Monitoramento de Prisões.
Eduardo Bolsonaro deixou o Brasil no início do ano para sensibilizar o presidente norte-americano Donald Trump sobre a situação do pai. Eduardo chegou a falar publicamente sobre a intenção de atuar para que a Casa Branca determinasse sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, relator da ação que levou à condenação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), no STF.


