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    Waack: A posse de um potentado

    Nesta quinta-feira (22) é a celebração de um potentatus, a celebração do ingresso dele, Flávio Dino, na Corte

    Flávio DIno
    Flávio DIno Fellipe Sampaio /SCO/STF

    William Waackda CNN

    São Paulo

    À posse do mais novo integrante do Supremo Tribunal Federal nesta quinta-feira (22), em Brasília, compareceram todas as autoridades da República, todas, fora as autoridades de várias instâncias da justiça, governadores, prefeitos, parlamentares. Teve uma apresentação de uma banda maranhense, vinda do estado que Dino governou.

    Dino não quis festa depois da posse, mas teve missa na Catedral de Brasília. Sim, isso tudo parece mesmo o que é, a posse de um potentado. A palavra potentado vem do latim potentatus, cuja tradução é pessoa de grande autoridade e influência política, pode-se traduzir até mesmo como príncipe soberano.

    Seria, claro, um exagero dizer que cada integrante da nossa Suprema Corte é um príncipe com autoridade soberana, mas o Supremo está se parecendo cada vez mais a uma corte no sentido de onde mora o rei, de cujas decisões tanto depende a vida nacional, cujo acesso é tão cobiçado por agentes econômicos e políticos, cujos meandros, entendimentos e decisões ocorrem em rituais quase medievais, numa linguagem idem, de difícil compreensão para mortais comuns, decisões que podem variar em relação ao mesmo assunto, com implicações até para o passado.

    Um jeito de contar como o STF virou o que hoje é está justamente no espetáculo da posse. Há trinta e cinco anos era um pouquinho de café e salgadinho no apartamento funcional do empossado, nesta quinta-feira (22) é a celebração de um potentatus, a celebração do ingresso dele na corte.