Witzel é o alvo da Operação Placebo, confirmam fontes da PF

A informação foi confirmada por fontes da Polícia Federal para a analista de política Basília Rodrigues, da CNN

Basília Rodriguesda CNN

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O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), é o alvo da Operação Placebo. A informação foi confirmada por fontes da Polícia Federal à analista de política Basília Rodrigues, da CNN, na manhã desta terça-feira (26).

De acordo com as informações apuradas pela analista da CNN, a ação desta manhã é um desdobramento da Operação Favorito, que é atrelada à Lava Jato do Rio de Janeiro e investigou empresários em um esquema de superfaturamento de contratos.

A partir dessas investigações, a PF encontrou suspeitas de que esse grupo estaria envolvido em negociações ilegais na construção de hospitais de campanha feitos para o combate à Covid-19. 

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A Polícia Federal cumpre 12 mandados de busca e apreensão em vários endereços no Rio de Janeiro e em São Paulo, na manhã desta terça-feira (26). As equipes estão no Palácio das Laranjeiras, residência oficial do governador do estado, Wilson Witzel, e na casa onde ele morava antes de ser eleito, no bairro Grajaú.

Os agentes da PF também estão no endereço onde fica o escritório em que Helena Witzel, primeira-dama do estado atua, e na casa do ex-subsecretário de saúde, Gabriell Neves, no Leblon, zona sul da capital fluminense.

Troca de comando

Em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) publicada na noite dessa segunda-feira (25), o delegado Tácio Muzzi Carvalho e Carneiro foi oficializado como novo superintendente regional de Polícia Federal no Rio de Janeiro. A indicação de Muzzi já era esperada.

A condução de Muzzi ao cargo foi assinada pelo secretário-executivo do Ministério da Justiça, Tercio Issami Tokano, que referendou diversas outras nomeações na mesma edição do Diário Oficial, incluindo mudanças na chefia da PF em outros estados.

A direção da Polícia Federal no Rio de Janeiro está no centro das divergências entre Jair Bolsonaro e o ex-ministro da Justiça Sergio Moro, que acusou o presidente de tentar interferir na corporação.

Segundo depoimento de Moro na investigação que apura o caso, o presidente teria dito ao então ministro que ele  “tinha 27 superintendências da Polícia Federal” e que ele, Bolsonaro, “queria apenas uma, a do Rio de Janeiro”.

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