Todos os atos de abertura abandonaram a turnê de Ed Sheeran; entenda o caso
Aaron Rowe, Finneas, Lukas Graham e a banda Beoga se posicionaram após Macklemore ser retirado das apresentações

A banda Beoga e os cantores Aaron Rowe, Lukas Graham e Finneas se pronunciaram nas redes sociais nesta terça-feira (15), anunciando que não vão mais participar da turnê do artista Ed Sheeran após o rapper Macklemore ser retirado das apresentações por defender a Palestina em um discurso no palco.
"Não tomei essa decisão de forma leviana. Ed tem sido um amigo para mim e mudou minha vida, e eu nunca conseguiria agradecê-lo o suficiente por isso. Mas, como irlandeses, conhecemos muito bem o genocídio, a fome forçada e a ocupação violenta", começou Aaron.
No comunicado, ele acusou bilionários de usarem suas posições de poder para silenciar vozes de quem se pronuncia contra a morte dos israelenses.
Eu perderia todo o respeito por mim mesmo se continuasse agindo como se tudo estivesse normal. Preciso ser fiel a mim mesmo e aos meus antepassados, que resistiram à colonização e lutaram por uma liberdade da qual desfruto hoje na Irlanda", concluiu.
Finneas, por sua vez, defendeu que artistas não devem ser silenciados quando se pronunciam sobre opressões.
"Decidi me retirar das minhas próximas datas de show com Ed Sheeran. Estou ao lado da Palestina e do seu povo", escreveu o irmão da cantora Billie Eilish.
Na tarde de terça (15), Lukas Graham também se manifestou e deixou a turnê do artista britânico. "Eu amo o Ed, sou grato por tudo o que compartilhamos. Isso não mudou. Mas eu não posso colocar essas palavras no mundo e continuar com essa turnê como as coisas estão. Estamos nos retirando das datas restantes. Sinto muito por não estarmos lá. Essa é uma decisão difícil, mas é uma que preciso defender", citou em um trecho.
A banda Beoga se juntou ao coro e afirmou que são fundadores do Irish Artists For Palestines, um grupo de artistas irlandeses que militam a favor da Palestina, e seguirão comprometidos com a justiça.
"Esse episódio inteiro está, mais uma vez, servindo para tirar o foco do problema real: mais de 1000 palestinos foram mortos desde o cessar-fogo mais recente", declarou o conjunto em suas redes sociais.
Entenda o caso
Na segunda-feira (14), Macklemore publicou um longo texto explicando os bastidores da sua saída da turnê de Ed Sheeran.
Reforçando seu compromisso com pautas humanitárias, o compositor abriu a publicação destacando que nenhuma das pessoas envolvidas "são vítimas" e que o público não deveria "deixar de continuar olhando para o povo palestino, que são as verdadeiras vítimas".
Logo em seguida, o rapper relembrou o discurso que ele e Pink fizeram no palco no MetLife Stadium, em Nova Jersey, no último dia 4, pedindo "paz em Gaza e na Cisjordânia".
Ele afirmou que Robert Kraft, um dos grandes empresários da NFL (Liga Nacional de Futebol Americano) e dono do New England Patriots, teria tido influência em sua exclusão da tour.
Ao longo do texto, o norte-americano criticou a posição "apolítica de Ed e de muitos outros envolvidos", mas afirmou entender que "escolher um lado custa dinheiro, parceiros, investidores, festivais, relações e acesso".
Na terça-feira (15), Sheeran se pronunciou sobre o caso, afirmando que a decisão de demitir o rapper do show de abertura não partiu dele.
"Passei toda a semana conversando longamente com os locais na tentativa de construir uma ponte. Uma dessas pessoas foi Robert Kraft. Também participei de conversas diretas com produtores, além de ativistas de ambos os lados, na tentativa de encontrar uma solução que atendesse a todos, mas a decisão dos locais e do produtor foi final", disse.
Ed Sheeran no Brasil
Ed Sheeran está na parte norte-americana da "The Loop Tour" e terminará esse segmento no dia 7 de novembro, quando ele se apresentar em Tampa, na Flórida. Depois, o britânico segue para uma sequência de oito shows na América Latina, passando por Chile, Paraguai, Argentina, México e Brasil.
Por aqui, Ed Sheeran tem dois shows marcados para o Nubank Parque, em São Paulo, nos dias 5 e 6 de dezembro. Finneas havia sido anunciado como ato de abertura e não há, até o momento, confirmação de quem o substituirá.
Os ingressos para o primeiro dia estão esgotados, mas ainda é possível adquirir entradas para a data extra no site oficial da Eventim. Os valores vão de R$ 220 (meia-entrada da Cadeira Superior) a R$ 880 (inteira da Pista Premium).
Ver esse post no Instagram
Ver esse post no Instagram
View this post on Instagram
View this post on Instagram
*Com informações de Gabriela Maraccini, da CNN Brasil


