"Não devemos desperdiçar chance de conter o vírus", recomenda OMS ao Brasil


Da CNN, em São Paulo
25 de março de 2020 às 15:32 | Atualizado 25 de março de 2020 às 15:47
Tedros Adhanom, diretor-geral da OMS

Tedros Adhanom, diretor-geral da OMS, durante coletiva de imprensa em Genebra

Foto: Denis Balibouse - 24.fev.2020/ Reuters

O diretor-geral da OMS (Organização Mundial da Saúde), Tedros Ghebereyesus, recomendou ao Brasil que não desperdice a oportunidade de controlar o novo coronavírus enquanto é possível. Em entrevista coletiva nesta quarta-feira (25), Ghebreyesus foi questionado pela imprensa brasileira sobre o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ter minimizado a importância do vírus.

"Esse vírus é o inimigo público número 1 neste momento", disse Ghebreyesus. "Não devemos desperdiçar a chance de controlar esse vírus enquanto é possível, e a liderança política é essencial para mobilizar a comunidade para agir da forma correta".

"Confiamos que todos os países tomarão as medidas necessárias. Entendemos que há custos, mas precisamos, primeiramente, focar em parar esta doença e salvar vidas", disse o diretor-executivo da OMS, Michael Ryan.

Antes, o diretor-geral agradeceu pelo adiamento da Olimpíada e por todas as medidas restritivas implementadas em países para coibir o contágio do novo coronavírus. "Todas as nações estão se perguntando quando poderão retornar ao normal. Mas não adianta reabrir as escolas e ter de fechá-las novamente porque o vírus ressurgiu", disse.

Mais cedo, o diretor-geral já havia comentado as declarações de Bolsonaro. "Em muitos países, o novo coronavírus é uma doença muito séria", afirmou Ghebreyesus.

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Recomendações 

Na coletiva, a instituição listou as seis ações que recomenda a todos os países para conter a transmissão da COVID-19. São elas:

1) Expandir, treinar e acionar profissionais de saúde;

2) Implementar um sistema para encontrar casos suspeitos;

3) Expandir o número de pessoas testadas para o vírus;

4) Identificar, adaptar e equipar locais para tratar e isolar os pacientes confirmados;

5) Estabelecer um processo claro de quarentena;

6) Focar todo os esforços do governo no momento em reprimir o avanço da COVID-19.