Obesidade é o fator de risco para coronavírus mais relacionado à morte de jovens


Da CNN, em São Paulo
11 de abril de 2020 às 20:52 | Atualizado 11 de abril de 2020 às 21:34
Secretários do Ministério da Saúde

O secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson de Oliveira, e o secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Boletim sobre a disseminação do novo coronavírus no Brasil, divulgado neste sábado (11) pelo Ministério da Saúde, apontou uma nova tendência a respeito das mortes por COVID-19. Segundo a pasta, a obesidade, uma das doenças consideradas como fatores de risco para o vírus, está mais presente nos óbitos de jovens que os de idosos.

Das 1.124 mortes registradas, 944 já foram analisadas e catalogadas pelo Ministério da Saúde. Destas, 75% são em pessoas com mais de 65 anos. Apesar disso, dos 43 casos em que pessoas obesas morreram em decorrência do novo coronavírus, 24 pacientes tinha menos de 60 anos. É a única comorbidade em que isso acontece.

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A doença mais comum entre todas as mortes são os problemas cardíacos, presente em 463 dos casos analisados. Destes, 402 foram em idosos e 61 em menores de 60 anos. Na sequência, aparece a diabetes, com 342, sendo 275 em idosos e 67 em menores de 60 anos. 

As outras doenças pré-existentes que foram registradas são pneumopatia (112), doença neurológica (74), doença renal (71), imunodepressão (59) e asma (28). Importante ressaltar que pacientes podem ter, simultaneamente, um ou mais dos fatores de risco simultaneamente. 

Segundo o relatório deste sábado do Ministério da Saúde, o Brasil registra 1.124 mortes e 20.727 casos confirmados do novo coronavírus. De acordo com a pasta, seis estados estão em situação de emergência: Amazonas, Amapá, Distrito Federal, São Paulo, Ceará e o Rio de Janeiro.