Para 52% dos brasileiros, pior momento da crise do coronavírus já passou

Popularidade do presidente Jair Bolsonaro avançou em agosto e atingiu 37%, maior aprovação do governo desde março de 2019

Estadão Conteúdo
17 de agosto de 2020 às 17:54
Uso de máscaras em Belo Horizonte (MG)
Foto: Reprodução/CNN (14.jul.2020)

O pior momento da crise causada pelo coronavírus no país já passou, na opinião de 52% da população brasileira. O dado consta em pesquisa XP/Ipespe de agosto, divulgada nesta segunda-feira (17).

É a primeira vez na pesquisa em que mais da metade da população diz que o pior ficou para trás. O resultado representou forte melhora do otimismo na comparação com julho, quando 39% afirmaram que o pior já havia passado. A margem de erro é de 3,2 pontos porcentuais.

Na outra ponta, a fatia da população que considera que o pior ainda está por vir caiu à mínima de 41%, de 53% na pesquisa de julho. É a menor taxa dessa resposta desde abril, quando a pergunta passou a constar na pesquisa.

Também houve melhora na percepção de risco da população. A proporção dos que dizem não estar com medo do coronavírus atingiu em agosto seu maior nível em cinco meses. O percentual chegou a 28%, de 24% em julho, mesmo nível observado em março, quando o vírus havia acabado de chegar ao país.

A proporção dos que dizem estar com muito medo do vírus também caiu e atingiu 33% da população, o menor nível desde fevereiro (21%). Os que dizem estar com um pouco de medo oscilaram de 37% em julho para 38% em agosto. Todas as variações ficaram dentro da margem de erro, de 3,2 pontos porcentuais.

A avaliação do desempenho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no combate ao coronavírus oscilou dentro da margem de erro. Os que consideram o desempenho dele ruim ou péssimo foram de 52% para 50% e os que consideram bom ou ótimo passaram de 25% para 24%. A taxa regular oscilou de 21% para 22%.

A avaliação dos governadores também oscilou dentro da margem: a aprovação dos estados no combate ao coronavírus foi de 39% para 38% e a reprovação passou de 28% para 26%. A avaliação regular ficou estável em 33%.

A pesquisa realizou 1.000 entrevistas telefônicas entre os dias 13 e 15 de agosto. A amostra considera sexo, tipo de cidade, região, idade, porte do município, religião, ocupação, renda e nível educacional dos entrevistados.

Bolsonaro

A popularidade do presidente Jair Bolsonaro avançou em agosto e atingiu 37%, de 30% em julho, segundo pesquisa XP/Ipespe divulgada nesta segunda-feira (17). É a maior proporção de pessoas que avaliam o governo como ótimo ou bom desde março de 2019.

No mesmo período, o grupo de pessoas que considera o governo de Bolsonaro ruim ou péssimo caiu de 45% para 37%, menor índice desde agosto de 2019. A proporção dos que classificam o governo como regular oscilou de 24% para 23%, dentro da margem de erro da pesquisa, de 3,2 pontos percentuais para cima ou para baixo.

Assista e leia também:

Quem pode ser voluntário nos testes de vacinas contra a Covid-19 no Brasil

Plasma convalescente: como funciona a técnica no combate à Covid-19

Quem vai receber a vacina contra a Covid-19 primeiro quando ela for aprovada?

De acordo com a pesquisa, a melhora na avaliação do presidente foi puxada pela população com renda mensal de até cinco salários mínimos. Esse grupo é o principal beneficiário do auxílio emergencial. "Entre os mais pobres, com renda de até dois salários mínimos, a aprovação foi de 28% para 34% e entre os que têm renda de dois a cinco salários mínimos, de 32% para 44%", diz o relatório da XP.

De acordo com a pesquisa, 70% da população apoia a extensão do benefício com o valor atual, de R$ 600 por mês, até o fim de 2020. A proporção é de 79% entre os que recebem ou esperam receber o auxílio, mas também alta, de 64%, entre os que não esperam receber.

Na população geral, outros 14% são a favor da manutenção do programa até o fim do ano, mas com parcelas menores, e 11% acham que o auxílio não deveria ser estendido.