Correspondente Médico: Por que tomar vacina é questão de saúde pública?


Da CNN
03 de setembro de 2020 às 10:24

Em meio à corrida pela vacina contra a Covid-19, que já ultrapassou 26 milhões de casos em todo o mundo, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) declarou que "ninguém pode obrigar ninguém a tomar vacina".

Na edição desta quinta-feira (3) do quadro Correspondente Médico, do Novo Dia, o neurocirurgião Fernando Gomes aborda por que tomar vacinas é uma questão de saúde pública e protege não apenas quem é vacinado, mas também a sociedade.

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Correspondente Médico: o neurocirurgião Fernando Gomes

Correspondente Médico: o neurocirurgião Fernando Gomes aborda por que tomar vacinas é uma questão de saúde pública

Foto: CNN (3.set.2020)

O médico explica que deixar de tomar uma vacina pode "bloquear o processo de uma cadeia de contenção" de doenças. "Quando falamos de imunização, estamos tratando da população como um todo", aponta. 

"Precisamos saber excursionar desde o universo pequeno, que é a realidade de cada um de nós, que é extremamente importante, mas também ao universo maior, que é o restante da população", acrescenta.

Gomes afirma que a imunização por meio da vacina não é nada mais do que uma prevenção para fortalecer o sistema imunológico "E, com isso, reduzir o número de casos graves e as complicações que possam levar à morte", exemplifica. 

No Brasil, 123.780 pessoas já morreram por conta da Covid-19, segundo dados do balanço do Ministério da Saúde divulgado na quarta (2). 

"Então, infelizmente é meio esquisito que, frente a tudo isso que estamos vivendo, uma pessoa fala que é contra a vacina porque não quer tomar", avalia. "Estamos vivendo uma pandemia e percebemos que faz sentido toda a movimentação para combater o novo coronavírus".

O neurocirurgião ressalta que vacinas passam por fases de estudos, para comprovação de eficácia e segurança, antes de serem aplicadas na população. 

"Por isso a ciência é tão importante. O risco é extremamente pequeno frente aos benefícios que cada indivíduo e a população podem ter", conclui.

(Edição: André Rigue)