Deficiência de vitamina D pode aumentar risco de contaminação por Covid-19

A constatação foi identificada em um estudo desenvolvido por pesquisadores do Departamento de Medicina da Universidade de Chicago

Giulia Alecrim*, da CNN em São Paulo
03 de setembro de 2020 às 19:58 | Atualizado 04 de setembro de 2020 às 15:11

Pacientes que têm deficiência de vitamina D, produzida principalmente por meio da exposição solar, poderiam estar 1.77 vezes mais suscetíveis a serem infectados pela Covid-19 do que entre pacientes com quantidade suficiente da mesma vitamina.

A constatação foi identificada em um estudo desenvolvido por pesquisadores do Departamento de Medicina da Universidade de Chicago, publicado na revista médica JAMA, nesta quinta-feira (3). 

De acordo com o estudo, ainda não se sabe se uma maior suficiência da vitamina reduziria a incidência da doença, porém, a eficácia do uso da substância entre infecções virais do trato respiratório já foi constatada.

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Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil (17.jul.2020)

Os pesquisadores mediram o nível de vitamina D presente no corpo de 489 pacientes no período de um ano anterior à testagem para a Covid-19.

Os resultados foram coletados entre 3 de março e 10 de abril deste ano. Dentre o total de participantes, 71 testaram positivo para a doença, dentre o quais 32 apresentaram deficiência da substância. Já outros 39 pacientes, que apresentaram níveis suficientes da vitamina, testaram positivo para coronavírus. 

Em outro recorte analisado pelos pesquisadores, entre o total de participantes, 172 pacientes apresentaram deficiência da doença – o que representaria 35% dos testes positivos.

Dentre as incidências do resultado, os pesquisadores também constataram um risco maior de infecção entre indivíduos com mais de 50 anos e aqueles não brancos.

Os pacientes considerados como deficientes em vitamina D apresentaram os seguintes níveis da substância, dentro de 1 ano antes da realização do teste diagnóstico para Covid-19: resultado inferior a 20 ng / mL para 25-hidroxicolecalciferol ou menos de 18 pg / mL para 1,25-diidroxicolecalcifero.

Já os pacientes que apresentam suficiência da substância apresentaram níveis iguais ou superiores a 20 ng / mL ou iguais ou superiores a 18 pg / mL, respectivamente.


(*Sob supervisão de Evelyne Lorenzetti)