Caminhos encurtados para a vacina são justificados, diz ex-presidente da Anvisa

O sanitarista da Fiocruz Brasília Claudio Maierovitch explicou como deve ser feita a análise do uso emergencial de imunizantes contra a Covid-19 pela Anvisa

Da CNN, em São Paulo
13 de dezembro de 2020 às 19:24 | Atualizado 13 de dezembro de 2020 às 19:25


O sanitarista da Fiocruz Brasília Claudio Maierovitch explicou, em entrevista à CNN neste domingo (13), como deve ser feita a análise do uso emergencial de vacinas contra a Covid-19 pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Segundo o ex-presidente da agência, é natural que a avaliação feita dentro do prazo estipulado por lei de 72 horas seja mais objetiva.

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"Centenas de mortes diárias são causadas por uma doença. Isso é uma enorme emergência de saúde pública, portanto justifica-se que se encurtem caminhos para resolver esse problema, ainda que possam ficar dúvidas a serem resolvidas no futuro", disse Maierovitch.

"Evidentemente, a Anvisa não vai fazer uma análise em profundidade de todos os aspectos da vacina em 72 horas. A agência vai verificar alguns pontos críticos e conferir se a documentenação referente a outros órgãos está adequada", afirmou o especialista à CNN.

A análise mais aprofundada das vacinas feita pela Anvisa deve continuar no futuro, segundo o sanitarista da Fiocruz Brasília Claudio Maierovitch
Foto: Reprodução / CNN

(Publicado por Daniel Fernandes)