Média de mortes por Covid-19 no Brasil bate recorde e chega a 2.634

Nas últimas 24 horas, foram confirmados mais 38,9 mil casos e 1.660 óbitos pela doença causada pelo novo coronavírus

Anna Satie, da CNN, em São Paulo
29 de março de 2021 às 19:08
Enterro no cemitério da Vila Formosa, em São Paulo, durante pandemia da Covid-19
Enterro no cemitério da Vila Formosa, em São Paulo, durante pandemia da Covid-19
Foto: Ettore Chiereguini/Agif - Agência de Fotografia/Estadão Conteúdo (26.mar.2021)

O Brasil registrou nesta segunda-feira (29) mais 1.660 mortes por Covid-19. Com a atualização, a média móvel nos últimos sete dias ficou em 2.634 óbitos diários —a maior em toda a pandemia. 

É comum que os números sejam menores aos domingos e segundas-feiras por conta de um represamento nas confirmações aos fins de semana. Ao todo, já foram contabilizadas 313.866 vítimas da doença causada pelo novo coronavírus. 

Também foram acrescentados mais 38.927 casos, elevando o total a 12.573.615. 

Até esta tarde, 24 estados e o Distrito Federal tinham mais de 80% de ocupação dos leitos de UTI. Somente Amazonas e Roraima estão abaixo desse patamar. Em Rondônia e no Mato Grosso do Sul, não havia mais nenhuma vaga na terapia intensiva disponível. 

Em entrevista à CNN, o cientista de dados e coordenador na Rede Análise Covid-19, Isaac Schrarstzhaupt, disse que enquanto o país não vacinar 2 milhões de pessoas diariamente, a tendência é que a situação continue a piorar. 

“Precisamos vacinar cerca de 2 milhões de pessoas por dia para que a vacinação tenha impacto na pandemia. Enquanto isso não acontece, a tendência é que em abril a situação continue piorando. Os óbitos que são registrados hoje são notificações de óbitos que aconteceram lá atrás", afirmou.

De acordo com levantamento feito pela CNN com dados das secretarias de Saúde, 15,8 milhões de pessoas receberam a primeira dose da vacina e 4,7 milhões, a segunda, necessária para ser considerado imunizado. Os números equivalem a 7,4% e 2,2% da população brasileira, respectivamente. 

Mais cedo, o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, recebeu a primeira dose da Coronavac em Brasília.