OMS pede que países e laboratórios doem mais vacinas para nações pobres

Para o diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus, a pandemia revelou uma 'escandalosa desigualdade' no acesso aos imunizantes

Reuters
24 de maio de 2021 às 08:40
Brasil recebe mais vacinas da Pfizer contra a Covid-19
Doses da vacina da Pfizer
Foto: Myke Sena/Ministério da Saúde

A pandemia de Covid-19 está sendo perpetuada por uma "escandalosa desigualdade" na distribuição de vacinas, disse o chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, nesta segunda-feira (24).

O diretor-geral da OMS pediu na assembleia ministerial anual da organização que os países doem vacinas ao programa Covax para imunizar 10% da população de todos os países até setembro e 30% até o final deste ano.

Tedros também pediu aos fabricantes de vacinas que dessem ao Covax o primeiro direito de recusa em novos lotes de vacinas ou que comprometam 50% de seus volumes com o Covax este ano.

Na última sexta-feira (21), a Pfizer e a União Europeia se comprometeram a doar imunizantes aos países mais pobres. A farmacêutica se comprometeu a doar 1 bilhão de doses ainda neste ano. O bloco anunciou que adoará ao menos 100 milhões de doses. 

O anúncio foi feito pela presidente da Comissão Europeia, Ursula van der Leyen. Na última quarta-feira (19), os Estados Unidos anunciaram que até o final de julho pretendem doar um total de 20 milhões de doses de imunizantes ao Covax.