Vacinação de gestantes é suspensa no Rio de Janeiro

Capital está sem doses da Pfizer e Coronavac

Beatriz Puente*, da CNN, no Rio de Janeiro
10 de junho de 2021 às 06:20 | Atualizado 10 de junho de 2021 às 06:35

A Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro precisou interromper a imunização contra a Covid-19 das gestantes e puérperas por falta de doses. Por orientação do Ministério da Saúde (MS), gestantes e puérperas com comorbidades só podem receber as vacinas Pfizer e CoronaVac. Porém, a SMS afirmou à CNN que, no momento, não dispõe de nenhuma das duas.  

A secretaria também afirmou que aguarda o envio de mais doses pelo Ministério da Saúde para retomar a vacinação do grupo. Além da capital, os municípios de São Gonçalo e Nilópolis também interromperam a imunização das gestantes e puérperas. 

O Ministério da Saúde emitiu uma nota recomendando que gestantes e puérperas, incluindo as que não apresentam fatores de risco adicionais, aguardem o fim da gestação e do período puerpério (até 45 dias pós-parto) para completar o esquema vacinal com o mesmo imunizante. 

No dia 11 de maio, o Ministério suspendeu temporariamente a aplicação da vacina da AstraZeneca/Oxford para gestantes, por recomendação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A suspensão temporária foi recomendada após a morte de uma mulher que estava grávida de 35 semanas no Rio de Janeiro. De acordo com as autoridades da saúde, ela teve uma trombose e não resistiu. O caso ainda está sendo investigado pelo Ministério da Saúde para saber se realmente há relação a aplicação da vacina e a morte da gestante. 

Até agora, foram mais de 4.800 gestantes que receberam a primeira dose do imunizante. A capital também contabiliza 772 puérperas imunizadas. Mais de 2 mil grávidas receberam o imunizante da Astrazeneca. 

*Sob supervisão de Helena Vieira