Capital do Rio de Janeiro vacinará adolescentes de Paquetá na próxima semana

Campanha faz parte do projeto de vacinação em massa da ilha; Prefeitura também planeja busca ativa a partir do mês de setembro

Bruna Carvalho e Elis Barreto, da CNN, no Rio de Janeiro
16 de julho de 2021 às 11:44 | Atualizado 16 de julho de 2021 às 12:41

A prefeitura do Rio de Janeiro anunciou, na manhã desta sexta-feira (16), durante a divulgação do Boletim Epidemiológico, que dará continuidade ao projeto de vacinação em massa da ilha de Paquetá, imunizará já na próxima semana os adolescentes de 17 a 12 anos com a vacina da Pfizer. Por enquanto, o produto é o único aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para essa faixa etária.

Os jovens serão vacinados no dia 25 de julho. Em 25 de agosto o projeto será concluído, com a aplicação da segunda dose em todos os participantes da campanha. O intervalo entre a as duas doses da Pfizer seguirá o recomendado pela bula do imunizante: será aplicado o intervalo de 21 dias uma e outra. 

O mês de setembro foi definido pelo secretário municipal de saúde, Daniel Soranz como o “mais estratégico” da campanha de vacinação pois, segundo ele, a prefeitura irá realizar uma busca ativa pelas pessoas que não foram tomar a segunda dose da vacina. 

“A gente espera chegar em agosto com 90% das pessoas vacinadas, então a gente vai buscar todas as pessoas que por alguma motivos não quiseram se vacinar, ou tiveram algum empecilho para se vacinar na data correta. A gente vai detalhar os cadastrados numa grade busca ativa na cidade do Rio de Janeiro, para tentar diminuir muito o número de cariocas que se vacinaram”, explicou o secretário. 

Sobre a terceira dose de reforço em idosos com mais de 60 anos, o secretário explicou que a proposta está em estudo e só será implementada se for houver evidência científica sólida e recomendação do Programa Nacional de Imunização (PNI).

“Nossa intenção é tentar deixar o carioca com o máximo de previsibilidade possível. Então essas são discussões iniciais que precisam ser aprofundadas. A gente está prevendo aqui, organizando a nossa logística, depende de alguns fatores. Primeiro fator é avaliar como estarão os níveis de proteção das pessoas que tomaram a vacina seis meses atrás, que é mais ou menos o que acontece em outubro com esse grupo de oitenta anos ou mais. Segundo ponto: qual será a recomendação do PNI na época. Essa é uma discussão que já acontece no plano”, disse Soranz.

O secretário destacou ainda a importância do avanço sobre as discussões das vacinas heterólogas, isto é, de diferentes fabricantes. “É muito importante que comece a discutir isso. A maior parte das evidências cientificas colocam que as vacinas heterólogas trazem efeitos de proteção superiores. Então a gente precisa colocar isso na pauta de discussão principalmente do PNI”, afirmou o secretário, se queixando também sobre as trocas na coordenação do plano, alegando que isso dificulta o avanço em certas discussões.

Questionado sobre quando a cidade voltaria a ter repescagem, Soranz disse que nos primeiros quinze dias do mês de agosto não haverá repescagem para vacinação. “O mês de repescagem mesmo vai ser o mês de setembro. Então se alguém não se vacinou no seu dia em agosto, vai poder se vacinar posteriormente no mês seguinte. No mês de agosto, a gente recomenda que as pessoas se vacinem no seu dia, com seu horário agendado, mulheres de manhã, homens a tarde. É como a gente está desenhando o calendário”, esclarece.

Ainda na coletiva, Daniel Soranz oficializou também a antecipação do calendário vacinal, e afirmou que toda a população adulta da capital terá recebido pelo menos a primeira dose contra a Covid-19 até o dia 18 de agosto. A partir do dia 23 do mesmo mês, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) já irá iniciar a aplicação da vacina nos adolescentes de 17 a 12 anos.

Enfermeira em campanha de vacinação contra a Covid-19 na Ilha de Paquetá, no Rio de Janeiro
Foto: Fernando Souza/picture alliance via Getty Images