Terceira dose da AstraZeneca visa imunizar contra futuras cepas, diz Fiocruz

Vice-presidente da entidade, Marco Krieger garantiu à CNN que duas doses da vacina são suficientes contra variantes conhecidas 

Lucas Janone, da CNN, no Rio de Janeiro 
20 de julho de 2021 às 07:39
Testes de laboratório identificam pacientes com variantes da Covid-19 (29.Mai.21
Testes de laboratório identificam pacientes com variantes da Covid-19 (29.Mai.2021)
Foto: Reprodução/CNN

 O vice-presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Marco Krieger afirmou nesta segunda-feira (19) que a possível aplicação de uma terceira dose de vacina da AstraZeneca tem como intuito imunizar a população contra futuras novas cepas de Covid-19 que possam surgir, e não as conhecidas atualmente.   

Krieger garantiu à CNN que duas doses da vacina de Oxford são suficientes para a imunização das pessoas contra todas as cepas do novo coronavírus atualmente em circulação, incluindo a variante Delta, originária da Índia. 

“Existe sim a possibilidade [da aplicação uma terceira dose], na prática caminha para a realização de uma nova aplicação, mas somente para futuras cepas.... duas doses contra a variante Delta segura bem”, destacou o vice-presidente.    

Epidemiologista e pesquisador da Fiocruz, Diego Xavier, também falou sobre o surgimento de possíveis novas cepas no Brasil. De acordo com ele, nenhuma variante conhecida atualmente tem um “escape vacinal”, ou seja, a capacidade de sobrepor a eficácia das vacinas.    

“Ainda não sabemos quais novas variantes que podem surgir, qual a força delas. Nenhuma dessas variantes tem escape da vacina (inutilizar a vacina), mas podemos ter sim uma cepa que traz uma redução na eficiência. Temos que analisar o período de validade de todas as vacinas, para decidir sobre reforços vacinais”, explicou Diego Xavier.  

Pelo menos 92 cepas do coronavírus circulam no Brasil, sendo a variante Delta a mais recente registrada em território nacional.

Além da variante originária da Índia, a Organização Mundial de Saúde (OMS) demostra preocupação com outras duas cepas: a amazônica, conhecida como P.1, além da surgida no Reino Unido (B.1.1.7).

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