Ainda não há tratamento contra a Covid longa, diz professor de infectologia

À CNN Rádio, Antônio Bandeira fez a ressalva de que as pessoas vacinadas têm apresentado menos sintomas de Covid longa

Pessoa com sintomas de Covid-19
Pessoa com sintomas de Covid-19 Andrea Piacquadio/Pexels

Amanda GarciaCamila Olivoda CNN

em São Paulo

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Com mais de dois anos de pandemia, a comunidade médica ainda não tem respostas sobre a Covid longa – pessoas que, mesmo após superarem a infecção, continuam com sintomas indefinidamente.

Em entrevista à CNN Rádio, o professor de infectologia na Uni-FTC Salvador e Consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia, Antônio Bandeira, relatou que recebe pacientes sem olfato e paladar por dois anos.

“O tratamento da Covid longa hoje, na prática médica diária, estamos trabalhando com cada indivíduo e procurando somar conhecimentos, no mundo há centros estudando isso, com síndromes diferentes”, disse.

Entre os sintomas, estão problemas pulmonares, depressão, perda de memória, cansaço crônico e distúrbios do sono.

“O que acontece é que procuramos fazer uma rede de integração para encaminhar pacientes, primeiro precisamos afastar e buscar causas com objetivos identificáveis, com lesão pulmonar, em relação a distúrbios do sono, precisa investigar mais.”

“No limite, tratamos aquilo que conseguimos, perda do olfato é muito séria e não tem tido absolutamente nenhum tipo de terapia para isso, tenho doentes com 2 anos sem olfato, não temos o que fazer”, afirmou.

Segundo Antônio Bandeira, o tipo de variante do coronavírus não tem relação com mais ou menos sintomas de Covid longa.

No entanto, ele destaca que a “vacinação tem mudado o comportamento clínico da doença”: “Temos muito menos pessoas perdendo o olfato do que tínhamos em 2020, por exemplo.”

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