Aliados do governo de SP acionam Temer para negociação com China por vacina

Aliados do governo de SP acionam Temer para agilizar negociação com China por vacina 

Thais Arbex e Bárbara Baião, da CNN, em Brasília

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Na tentativa de agilizar as negociações com a China e garantir a importação de insumos para a produção de vacinas contra a Covid-19 no Brasil, interlocutores do governo de São Paulo recorreram ao ex-presidente Michel Temer (MDB).

A ideia, segundo a CNN apurou, é que o ex-mandatário do Palácio do Planalto entre em campo com a missão de distensionar a relação entre os dois países e garantir que a matéria-prima dos imunizantes chegue ao país. 

Num movimento paralelo, o Planalto avalia escalar a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, para atuar ao lado do chanceler Ernesto Araújo. 

Segundo a CNN apurou, Temer foi procurado nesta terça-feira (19) por empresários paulistas, que mantêm boa interlocução com o governador João Doria (PSDB). De acordo com relatos, o ex-presidente se prontificou a ajudar imediatamente. 

A expectativa é que Temer converse com o embaixador da China em Brasília, Yang Wanming, nos próximos dias. Durante seu governo, o emedebista construiu uma boa relação com o governo chinês. 

O ex-mandatário também possui uma boa interlocução com o governo de Jair Bolsonaro (sem partido) e, no ano passado, liderou a ajuda humanitária do Brasil após a explosão em Beirute.

A avaliação é a de que o ex-presidente pode ajudar a restabelecer o diálogo entre Wanming e o Brasil. Autoridades que estiveram recentemente com o embaixador da China dizem que o sentimento é o de que a relação com o governo Jair Bolsonaro está esgarçada.

Nesse cenário, a ordem no Planalto, agora, é para que haja um esforço de reaproximação com o governo chinês. 

A ideia é que Tereza Cristina e Roberto Campos Neto auxiliem o chanceler brasileiro. A avaliação no governo é a de que a ministra pode ter papel importante, uma vez que tem expertise na relação diplomática com os chineses. Já o economista é visto como alguém dentro do governo com bom trânsito no ministério das Finanças do país asiático.

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