Anvisa diz que ainda não recebeu pedido de estudo de vacina em spray para Covid-19

Em nota enviada à CNN, o Instituto do Coração (Incor/USP) informou que recebeu orientação da Anvisa para uma alteração no registro do protocolo, que será realizada nesta quarta-feira (27)

Spray Nasal (6 de março 2021)
Spray Nasal (6 de março 2021) Foto: Reprodução / CNN

Lucas RochaLudmila Candalda CNN

em São Paulo

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou, nesta terça-feira (26), que ainda não recebeu o protocolo com os primeiros dados e documentos sobre a vacina contra Covid-19 em formato de spray nasal. A candidata a vacina desenvolvida por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) foi apresentada em uma reunião realizada no dia 19 de outubro.

Segundo a Anvisa, a apresentação técnica indicou que o projeto está em fase pré-clínica, que envolve estudos com animais, e ainda não cumpriu com as etapas de pesquisa necessárias para o teste em humanos.

Em nota enviada à CNN, o Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (Incor/USP), responsável pelo desenvolvimento do imunizante, informou que deu entrada no pedido de autorização junto à Anvisa no dia 21 de outubro, para início dos estudos clínicos de fases I e II da vacina. Segundo o Incor, a confirmação do protocolo foi recebida da agência no mesmo dia.

O instituto informa, ainda, que recebeu orientação da Anvisa nesta terça-feira para a realização de uma mudança no código do registro de documentação, e que um novo protocolo será registrado nesta quarta-feira (27).

 

De acordo com a Anvisa, os pesquisadores foram orientados a submeter os dados de forma contínua para a pesquisa clínica, com a participação de voluntários. “Isso significa que os desenvolvedores podem ir apresentando as informações na medida em que elas estão sendo produzidas”, diz a nota da Anvisa.

Segundo a agência, o objetivo da medida é promover a agilidade nas análises e o início dos testes em humanos.

Vacina nacionais

Até o momento, duas vacinas brasileiras já tiveram início de estudos clínicos autorizados no país, a Butanvac, do Instituto Butantan, e a vacina HDT-301, projeto do Senai/Cimatec da Bahia e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Os demais projetos desenvolvidos por universidades brasileiras estão em fases anteriores e, segundo a Anvisa, ainda não definiram suas propostas de protocolo clínico para a pesquisa ou não completaram a documentação e os dados necessários para autorização.

Segundo a Anvisa, não há avaliação de estudos de vacinas pendentes de avaliação pela agência.

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