Após denúncia da CNN, RJ muda orientação para evitar ‘xepa da vacina’

Ao longo da semana, a CNN mostrou a intensa procura por “sobras” da vacina, que chegaram a provocar filas e aglomeração nos postos de saúde da cidade do Rio

Camille Couto e Pedro Duran, da CNN, no Rio de Janeiro 

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Depois de uma reunião de três horas com membros do Ministério Público para discutir a estratégia de vacinação no Rio de Janeiro, o secretário estadual da Saúde, Carlos Chaves, decidiu mudar a orientação para os profissionais que cuidam da campanha de vacinação.

Ele afirmou à CNN que vai orientar aos postos que tiverem apenas a vacina de Oxford/AstraZeneca a apenas abrirem o frasco quando 10 pessoas na idade prevista pelo calendário estiverem presentes. A recomendação será de não abrir a vacina caso não tenha fila.

 

Pessoas fazem fila atrás de 'sobras' de vacina, no Rio de Janeiro
Pessoas fazem fila atrás de ‘sobras’ de vacina, no Rio de Janeiro
Foto: Pedro Duran/CNN

“Pode haver outra maneira de acabar com a ‘xepa’. É organizar para só abrir em grupo de 10 [pessoas]. Tem que juntar e só abrir quando tiver um grupo”, disse ele à CNN. Chaves afirmou que a nova orientação evitará desperdício, correria e aglomeração.

Ao longo da semana, a CNN mostrou a intensa procura por “sobras” da vacina, que chegaram a provocar filas e aglomeração nos postos de saúde da cidade do Rio de Janeiro.

A secretaria municipal da Saúde informou que a orientação para os profissionais da capital fluminense é usar a Coronavac, do Instituto Butantan, quando chegar perto do fim do expediente. Isso porque, diferentemente da vacina de Oxford, a primeira leva da Coronavac tem apenas uma dose por frasco.

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