Após dois meses, Brasil volta a registrar mais de 400 mortes por Covid em 24 horas

País não atingia mais de 400 óbitos diários desde 13 de novembro, já a média móvel de casos da última semana atingiu o oitavo recorde consecutivo

População caminha no centro de Duque de Caxias, primeiro município do Rio de Janeiro a flexibilizar o uso de máscara
População caminha no centro de Duque de Caxias, primeiro município do Rio de Janeiro a flexibilizar o uso de máscara Tomaz Silva/Agência Brasil

Vinícius Tadeuda CNN

São Paulo

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O Brasil registrou, nas últimas 24 horas, 183.722 casos confirmados de Covid-19 e 487 mortes em decorrência da doença. Os dados foram divulgados pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) nesta terça-feira (25). 

Esta é a primeira vez em mais de dois meses que o Brasil volta a registrar mais de 400 mortes diárias pelo novo coronavírus. A última vez em que o país atingiu este patamar foi no dia 13 de novembro, quando foram registrados 731 óbitos por Covid-19.

De acordo com os números, a média móvel de infecções diárias pela doença dos últimos sete dias está em 157.060. Este é o oitavo recorde consecutivo e representa o maior número desde o início da pandemia. O aumento na média vem ocorrendo desde 2 de janeiro.  

Já a média móvel de óbitos pela Covid-19 da última semana está em 332. O pico deste indicativo foi registrado em 12 de abril de 2021, com média de 3.124 óbitos a cada sete dias. 

Ao todo, com a atualização dos dados, o país soma 24.311.317 infecções e 623.843 vítimas do novo coronavírus desde o início da pandemia.  

Nesta terça-feira, o estado do Espírito Santo não atualizou os dados referentes aos números de casos e óbitos por Covid-19.

Prefeitura de São Paulo aumenta intervalo entre doses da Coronavac para crianças

Seguindo uma recomendação do Instituto Butantan, a prefeitura de São Paulo ampliou de 14 para 28 dias o retorno para a segunda dose da vacina contra a Covid-19 da Coronavac para crianças de 6 a 11 anos.

Procurada pela CNN, a prefeitura explicou que a mudança foi por uma questão logística. A partir de agora todas as crianças cumprirão o prazo de 28 dias entre as doses. As UBS entrarão em contato com os pais para falar sobre a nova data (era 14 dias antes).

Infectologistas e pediatras ouvidos pela CNN afirmaram que a decisão da capital paulista foi correta, já que um intervalo maior entre a aplicação das doses pode gerar uma otimização no nível de anticorpos produzidos pela imunização do público infantil.

Confira orientações do Ministério da Saúde diante do diagnóstico de Covid-19:

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