Ministério da Saúde vai republicar nota sobre efetividade da vacina contra Covid

Segundo a pasta, objetivo é evitar "interpretações equivocadas" e promover maior clareza sobre conteúdo do documento

Mudança em nota que cita efetividade de vacinas deve ser publicada no DOU
Mudança em nota que cita efetividade de vacinas deve ser publicada no DOU Breno Esaki/Agência Saúde DF

João Pedro MalarGiulia Alecrimda CNN

em São Paulo

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O Ministério da Saúde informou nesta terça-feira (25) que vai republicar uma nota técnica da Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos (SCTIE) que foi criticada por sugerir que a hidroxicloroquina tem efetividade no combate à Covid-19 e a vacinação, não.

De acordo com a pasta, a nota técnica tem como objetivo fundamentar a decisão sobre as diretrizes terapêuticas para o tratamento contra a Covid-19. A republicação da nota será feita para “promover maior clareza no conteúdo e evitar interpretações equivocadas, como a de que a decisão critica o uso das vacinas Covid-19”.

A mudança na nota deve ser publicada no Diário Oficial da União (DOU), mas não vai alterar a deliberação que já foi divulgada, que barrou as recomendações da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias ao Sistema Único de Saúde (Conitec).

A comissão contraindicou o uso de medicamentos que compõem o chamado “kit Covid”, como a hidroxicloroquina. Na nota da secretaria, havia uma tabela com as propostas de enfrentamento à Covid-19 e as recomendações para o tratamento da doença.

Nela, o órgão do ministério dizia que a hidroxicloroquina tem efetividade em estudos controlados e randomizados, e que existiria a demonstração de segurança em estudos experimentais e observacionais. Ainda na tabela, constava a informação que as vacinas não atendem a esses requisitos.

Tabela de documento do Ministério da Saúde de 21/01/2022 / Reprodução

Na questão sobre se há demonstração de efetividade e estudos de controlados e randomizados, para a cloroquina, a resposta era “sim” – e, para a vacina, a resposta era “não”. A mesma coisa ocorreu na questão sobre a segurança do medicamento e da vacina. No final da tabela, a pasta dizia que as sociedades médicas recomendam a vacina e não recomendam a cloroquina.

As menções favoráveis à cloroquina e críticas à vacina contrariam as avaliações de estudos científicos, de entidades médicas e da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

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