Argentina confirma primeiro caso de varíola dos macacos

De acordo com o Ministério da Saúde do país, os resultados dos testes de diagnóstico molecular (RT PCR) da amostra coletada do primeiro caso suspeito confirmaram a doença

Cynthia S. Goldsmith/CDC

Lucas RochaGiulia Alecrimda CNN

em São Paulo

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A Argentina confirmou, nesta sexta-feira (27), o primeiro caso de varíola dos macacos no país. De acordo com o Ministério da Saúde argentino, os resultados dos testes de diagnóstico molecular (RT PCR) da amostra coletada do primeiro caso suspeito confirmaram a doença.

Com a confirmação, o caso é o primeiro registrado na América Latina. Até o momento, foram identificados casos em 21 países, incluindo Espanha, Itália, Portugal, Reino Unido, Austrália, Bélgica, França, Alemanha, Estados Unidos, Canadá, Holanda, Suíça, Suécia, Áustria, Israel, Dinamarca, Eslovênia, República Tcheca, Emirados Árabes Unidos e Finlândia.

De acordo com o ministério, o resultado é consistente com a observação feita por outros testes de microscopia que detectaram partículas virais da varíola dos macacos.

Segundo o comunicado, o paciente apresenta bom estado de saúde e recebe tratamento para alívio dos sintomas. Além disso, os contatos próximos estão sob controle clínico e epidemiológico sem apresentar sintomas até o momento.

A partir do sequenciamento genômico da amostra, os pesquisadores identificaram uma porcentagem muito alta de semelhança com sequências de varíola dos macacos do grupo da África Ocidental, como todas as que estão sendo encontradas em novos casos de pelo mundo.

O ministério afirma, ainda, que foi relatado o aparecimento de um novo caso suspeito de uma pessoa da Espanha, que está em viagem ao país e que não tem ligação com o primeiro caso.

A pessoa, que apresenta lesões na pele sem outros sintomas associados, chegou ao país no dia 25 de maio e os sintomas começaram no dia 26. O paciente também apresenta bom estado de saúde, está isolado e em tratamento para os sintomas. De acordo com o ministério, os contatos próximos estão sob acompanhamento clínico e epidemiológico e não apresentam sintomas até o momento.

As amostras para diagnóstico estão sendo analisadas no Serviço de Microscopia Eletrônica do Departamento de Virologia do INEI-ANLIS “Dr. Carlos G. Malbran”.

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