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    Arritmia que fez Sergio Agüero se aposentar pode indicar problemas graves no coração

    No quadro Correspondente Médica, Stephanie Rizk aborda condição que forçou estrela do Barcelona e da Argentina a encerrar carreira prematuramente

    Fabrizio Neitzkeda CNN

    Em São Paulo

    Na edição desta quarta-feira (15) do quadro Correspondente Médica, do Novo Dia, a cardiologista Stephanie Rizk conversou sobre a arritmia cardíaca, condição que fez Sergio Agüero, atacante do Barcelona e que disputou três Copas do Mundo pela seleção da Argentina, encerrar sua carreira prematuramente, aos 33 anos.

    Há dois meses, “Kun” Agüero, então recém contratado pelo clube catalão, precisou receber atendimento em campo durante uma partida do campeonato espanhol, contra o Alavés. O centroavante foi substituído e encaminhado a um hospital com fortes dores no peito e tontura. À época, foi anunciado seu afastamento por três meses. “É um momento muito difícil, é a pior decisão que tomei na minha vida. É um problema de saúde, é a melhor decisão para mim”, disse o argentino em coletiva hoje.

    Stephanie Rizk destrinchou a arritmia e seus fatores causadores, além do funcionamento do coração. O órgão, que possui sistema elétrico próprio, tem um ritmo de batimentos específico, com média de 60 a 100 palpitações por minuto. Em casos anormais, a batida fica descompassada e a média de palpitações é inferior a 60 ou superior a 100.

    Ela ressaltou, porém, que a média abaixo de 60 não é obrigatoriamente um sinônimo da doença. “Muitos pacientes têm, às vezes, uma frequência basal abaixo de 60, principalmente atletas. Nem sempre isso quer dizer arritmia.”

    A médica apontou que os sintomas exibidos por Sergio Agüero estão entre os mais tradicionais para o quadro. As causas, por outro lado, podem variar. Doenças do coração – como nas válvulas, músculos ou vasos cardíacos –, ansiedade e estresse, distúrbios da tireoide e o excesso de consumo de álcool e drogas são alguns dos principais vilões conhecidos.

    “A arritmia pode ser só um susto, mas pode indicar um problema grave no coração. Quando você tem uma doença estrutural – às vezes um músculo cardíaco que está doente – você precisa ir atrás [de assistência médica]. Quando tem uma arritmia, principalmente se for uma mais feia, que chamamos de ‘maligna’, você tem que ir atrás de uma causa, de uma doença cardíaca”, explicou.

    Os tratamentos indicados para o quadro também são variados. Entre as possibilidades, estão a retirada dos fatores desencadeantes como o estresse e o consumo de bebidas alcoólicas.

    Já no caso de Agüero, a cardiologista avaliou que causa mais provável esteja ligada ao sistema elétrico, que pode ser tratado por medicamentos ou do procedimento conhecido como ‘ablação’, que queima os feixes que enviam estímulos fora do rumo.

    Rizk falou que qualquer pessoa está apta a desenvolver o quadro, incluindo pessoas com o perfil parecido com o de Agüero, um atleta com apenas 33 anos, e alertou para a prevenção. “É claro que as faixas de idade vão trazer causas diferentes. Em pacientes mais jovens, na maioria das vezes são causas benignas. Pacientes mais velhos, que mais possuem arritmia, são problemas de ordem cardíaca”, concluiu.