Pfizer diz que pílula contra Covid-19 reduz risco de hospitalização e morte em 89%

Farmacêutica afirma que espera que o medicamento consiga conter a atividade de variantes, como a Ômicron

Michael Nedelmanda CNN

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Os dados mais atualizados da Pfizer sobre seu tratamento experimental com uma pílula contra a Covid-19 mostraram que o medicamento reduz o risco de hospitalização ou morte pela doença em 89% se administrado a adultos dos grupos de risco poucos dias após seus primeiros sintomas, anunciou a empresa em um comunicado à imprensa nesta terça-feira (14).

A Pfizer espera poder eventualmente oferecer os comprimidos, chamados de Paxlovid, para as pessoas tomarem em casa antes de ficarem doentes a ponto de precisarem ir ao hospital.

O Paxlovid é composto de uma mistura entre um novo medicamento antiviral denominado nirmatrelvir e um mais antigo denominado ritonavir.

Após um mês de acompanhamento dos voluntários, o estudo relatou cinco hospitalizações e nenhuma morte entre 697 pessoas que receberam o medicamento nos primeiros três dias de sintomas.

Entre 682 que receberam placebo, 44 ​​foram hospitalizados, incluindo 9 que morreram.

Todos os adultos neste estudo não foram vacinados contra a Covid-19.

A eficácia foi semelhante em um outro grupo, que foi submetido a outro período de teste. Administrado nos primeiros cinco dias dos sintomas, a pílula foi 88% eficaz.

A pesquisa também mostrou “uma diminuição de aproximadamente 10 vezes na carga viral no quinto dia em relação ao placebo”, disse o comunicado.

“Isso ressalta o potencial desse candidato a tratamento para salvar a vida de pacientes em todo o mundo, tenham eles sido vacinados ou não”, disse o CEO da Pfizer, Dr. Albert Bourla, em comunicado nesta terça-feira.

“Variantes de preocupação, como a Ômicron, exacerbaram a necessidade de opções de tratamento acessíveis para aqueles que contraem o vírus, e estamos confiantes de que, se autorizado ou aprovado, este potencial tratamento pode ser uma ferramenta crítica para ajudar a conter a pandemia”, complementou o CEO.

A empresa diz que espera que a droga consiga conter a atividade de variantes como a Ômicron – e parece que sim, em testes de laboratório – porque a droga bloqueia uma enzima envolvida na replicação do vírus. Isso é diferente da proteína spike na superfície do vírus, cujas numerosas mutações aumentaram a preocupação global em torno da variante.

A Pfizer anunciou que compartilhou esses dados mais recentes com a agência reguladora americana, a Food and Drug Administration (FDA), como parte de processo de submissão contínua de dados para autorização de uso emergencial.

“Espera-se que os dados completos do estudo sejam divulgados no final deste mês e sejam submetidos a uma publicação [em revista científica] revisada por pares”, acrescentou o comunicado da Pfizer.

Nenhuma data para análise dos dados foi definida pelo comitê consultivo do FDA, que irá avaliar o tratamento.

* Matéria traduzida. Leia a original aqui.

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