Aumentam evidências de que variante do Reino Unido não afeta eficácia da vacina

Pesquisa mostra que, embora a variante possa se esconder um pouco do sistema imunológico, não é suficiente para diminuir o efeito das vacinas

Cientistas estudam variações do coronavírus
Cientistas estudam variações do coronavírus Foto: Phil Noble/Reuters

Por Maggie Fox, da CNN

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Há mais evidências de que a variante do coronavírus B.1.1.7, observada pela primeira vez no Reino Unido, representa pouca ameaça à eficácia das vacinas.

Uma pesquisa publicada nesta quinta-feira (04) mostra que, embora essa variante possa se esconder um pouco do sistema imunológico, não é suficiente para diminuir o valor das vacinas significativamente – e não ameaça reinfectar pessoas que se recuperaram da variante dominante anterior do vírus.

“Essas descobertas indicam que é improvável que a variante B.1.1.7 seja uma grande preocupação para as vacinas atuais ou para um risco aumentado de reinfecção”, escreveram pesquisadores em seu relatório, publicado na revista Cell Host and Microbe.

David Montefiori e colegas da Duke University School of Medicine testaram a variante em sangue retirado de pessoas que receberam a vacina da Moderna e da Novavax, e contra sangue de pessoas que se recuperaram da infecção por coronavírus antes que a variante começasse a circular.

Embora tenha havido um pequeno efeito da mutação, não foi suficiente para sugerir que a variante poderia enganar a proteção oferecida pelas vacinas ou a imunidade que se desenvolve depois que as pessoas se recuperam da infecção.

“Embora isso seja encorajador, está se tornando cada vez mais claro que o SARS-CoV-2 continua a evoluir e que podem surgir novas variantes que representam um risco maior de escape imunológico”, escreveram.

Outras novas variantes que foram sinalizadas como preocupantes incluem a variante B.1.351 vista pela primeira vez na África do Sul, uma que se espalhou na Califórnia, chamada B.1.429, e uma que se espalhou rapidamente no Brasil, chamada P.1.

A melhor maneira de se proteger contra isso é vacinar completamente as pessoas o mais rápido possível, afirmaram. “Receber a segunda dose em tempo hábil é encorajado para máxima eficácia em regiões onde a variante B.1.1.7 circula”.

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