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    Aumento de casos e internações por gripe se deve à baixa vacinação, diz infectologista

    A baixa adesão levou a Secretaria de Saúde de São Paulo a prorrogar a campanha de vacinação contra a gripe – que está disponível para toda a população acima de seis meses – até 31 de julho

    Fernanda Pinottida CNN

    em São Paulo

    A infectologista e consultora da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) Raquel Stucchi disse à CNN, neste sábado (1º), que o aumento no número de casos e internações por gripe se deve à baixa taxa de vacinação na população.

    Stucchi explicou que nesta época é esperado um aumento da circulação do vírus da Influenza, o que costuma levar a um número maior de casos da doença. “O poder público disponibiliza a vacina contra Influenza para tentar reduzir esse número. Mas, infelizmente, há uma baixa adesão da população à vacinação”, falou.

    Neste ano, até a última semana de junho, foram registrados 176 óbitos decorrentes de infecção pelos diversos tipos de vírus da Influenza no estado de São Paulo, e 2.086 pessoas precisaram ser hospitalizadas.

    No mesmo período do ano anterior, foram contabilizadas 1.540 internações e 259 óbitos. Apesar da queda na letalidade, neste ano o número de hospitalizações cresceu 35,4%.

    A baixa adesão levou a Secretaria de Saúde a prorrogar a campanha de vacinação contra a gripe – que está disponível para toda a população acima de seis meses – por mais 30 dias, com encerramento em 31 de julho. Em todo o estado, 44,5% do público-alvo se vacinou. A meta é chegar a 90%.

    Para Raquel Stucchi, a falta de percepção das pessoas do risco que elas estão correndo faz com que muitas não considerem importante ir tomar a vacina da gripe. “O aumento no número de internações não foi noticiado o suficiente, então as pessoas não vão se vacinar.”

    A infectologista também reitera os cuidados para quem estiver apresentando sintomas de gripe – como febre, espirros, nariz congestionado, cansaço e dores no corpo. O uso de máscara, para dificultar a transmissão para os outros. E, caso as pessoas façam parte do grupo de risco, como idosos e imunossuprimidos, o uso do antiviral.

    Veja a entrevista completa no vídeo acima.

    *Entrevista produzida por Letícia Brito, da CNN, em São Paulo