Autoteste é fundamental para a saúde pública, diz ex-presidente da Anvisa

Em entrevista à CNN, o ex-presidente da Anvisa Gonzalo Vecina falou sobre a discussão em torno do autoteste da Covid-19

Anna Gabriela Costada CNN

em São Paulo

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Em entrevista à CNN nesta quarta-feira (19), o ex-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) Gonzalo Vecina falou sobre a discussão em torno do autoteste da Covid-19. Mais cedo, a Anvisa cobrou informações adicionais do Ministério da Saúde para deliberar sobre o uso de autotestes no Brasil.

De acordo com o médico sanitarista, a Anvisa está pedindo informações “que são absolutamente necessárias”, mas considerou que a discussão entre a agência e o Ministério da Saúde deveria ser menos burocrática.

“A Anvisa está pedindo informações que são absolutamente necessárias, eu só estranho a forma de fazer isso, porque a Anvisa não está subordinada ao Ministério da Saúde, a Anvisa é a cabeça do SUS. Então, na verdade, eles têm que conversar sem marcar reunião, em um governo normal é assim”, disse Vecina.

O ex-presidente da Anvisa reiterou a importância da decisão para a saúde pública: “Eu fui presidente da Anvisa e eu sei, eu conversava com ministro da Saúde, com secretário do ministério. Esse assunto é fundamental para a saúde pública brasileira, não tem que marcar reunião para discutir o sistema de registro”, acrescentou.

A Decisão da Diretoria Colegiada da agência votou, em maioria, pela cobrança de informações adicionais, por parte do Ministério da Saúde, de política pública para uso dos exames no país. Diretores propuseram prazo de 15 dias para que a pasta envie os dados complementares.

Após a reunião da Anvisa, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou que ainda não teve acesso ao conteúdo das exigências feitas pela agência.

“A posição do Ministério da Saúde sobre o autoteste é clara, como é tudo aqui no governo do presidente Bolsonaro, nós já nos manifestamos favoráveis a venda de autotestes nas farmácias”, disse Queiroga.

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