Autotestes de Covid-19 podem reduzir sobrecarga do sistema público, diz médico

Em entrevista à CNN, o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia, Alexandre Naime Barbosa, explicou como funcionam os exames

Duda Cambraiada CNN*Lucas Rochada CNN

em São Paulo

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O Ministério da Saúde solicitou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a avaliação do uso de autotestes de Covid-19 no Brasil na quinta-feira (13). A utilização no país depende de registro e autorização concedidos pela Agência.

Os exames, que podem ser feitos em casa, permitem realizar o acompanhamento das condições da doença. No entanto, os testes não são conclusivos para o diagnóstico segundo a Anvisa.

Em entrevista à CNN, o vice-presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia, Alexandre Naime Barbosa, defendeu a utilização da metodologia, especialmente no contexto do aumento do número de casos da doença no país.

“Em uma situação de emergência, os autotestes têm a facilitação de conseguir confirmar ou não o resultado relativo à Covid, desafogar o sistema público que está lotado de síndrome gripal e tirar um pouco da exposição que os profissionais de saúde estão condicionados, por conta da testagem”, disse Barbosa.

Segundo o especialista, os autotestes contam com instruções para a realização do exame com linguagem simples e acessível.

“O autoteste para a Covid vem com uma bula e a explicação de como você deve introduzir o cotonete, que chamamos de swab, para fazer a coleta, com a rotação em uma narina e em uma segunda narina, para que isso possa ser colocado no local onde vai haver a reação química para checar se esse teste é positivo ou não”, afirma.

*(Sob orientação de Elis Franco)

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