Bolsonaro diz que mais 60 milhões de doses da vacina chegarão até fim de abril

Durante transmissão ao vivo nas redes sociais, presidente falou em 20 milhões de doses em março e mais 40 milhões em abril

Jair Bolsonaro durante transmissão ao vivo nas redes sociais
Jair Bolsonaro durante transmissão ao vivo nas redes sociais Foto: Reprodução (4.mar.2021)

Anna Satie, da CNN em São Paulo

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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou em live nas redes sociais nesta quinta-feira (4) que mais 60 milhões de doses de vacinas contra Covid-19 chegarão até o fim de abril. 

Dessas, 20 milhões chegariam em março e 40 milhões, em abril. 

Bolsonaro negou ter criticado vacinas de qualquer origem. “Eu sempre disse que, havendo o sinal verde da parte da Anvisa, compraremos a vacina, não importa que país seja o fabricante”, declarou. 

Ele disse ainda que não sabe o prazo para as vacinas da Pfizer chegarem ao Brasil.

“A Câmara e o Senado aprovaram, sancionamos e Pazuello assinou a intenção de compra. A Pfizer é bem clara em seu contrato: ‘não nos responsabilizamos por qualquer efeito colateral'”, citou. “Isso é barra pesada, quem vai se responsabilizar? Não seria a Pfizer. O Congresso aprovou que seria o governo federal, o Pazuello assina. Não sei o prazo de quando devem chegar ao Brasil”. 

Em pronunciamento nesta quarta (3), Pazuello disse que doses da Pfizer e da Janssen serão entregues a partir de maio. 

‘Vamos ficar em casa até quando?’

Como fez em evento mais cedo em São Simão (GO), o presidente voltou a criticar a adoção de medidas restritivas para conter a Covid-19. 

“Como disse, o lockdown é prejudicial, como dizem pesquisas, relatos e entidades. Não sou eu quem estou dizendo, senão cria uma celeuma em torno da minha pessoa. E outra coisa: vaos ficar em casa até quando? Sabemos da gravidade do vírus, lamentamos as mortes, mas o efeito colateral de fechar tudo é muito mais danoso que o vírus”, disse. 

Bolsonaro também citou uma nota do Ministério Público em Goiás que apoiaria o tratamento precoce para Covid-19. Até o momento, não há nenhum medicamento com eficácia comprovada na prevenção da doença. 

“Eu não sou médico, mas existe o tratamento off label. O médico tem direito, ao se deparar com doença que ninguém sabe, como a questão da Covid, de buscar tratamento alternativo. É diferente daquele senhor Mandetta, que mandava ficar em casa e, se sentir falta de ar, ir para o hospital ser intubado”, disse. “O Ministério Público emite nota apoiando o tratamento com hidroxicloroquina, ivermectina e qualquer coisa que o médico julgue necessário”. 

O ex-ministro Luiz Henrique Mandetta criticou declarações de Bolsonaro mais cedo. 

“‘Não deem o que é sagrado aos cães, nem atirem suas pérolas aos porcos”. Mateus 7:6. E chega de mimimi. Ele não dá valor à vida. Se cuidem”, escreveu ele no Twitter. 

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