Brasil registra 63 mortes por Covid em 24 h; média móvel permanece abaixo de 300

Com a atualização desta segunda-feira, o país tem um total de 611.346 mortes e 21.960.766 infecções causadas pelo vírus

Última atualização do Conass que registrou média móvel acima dos 300 óbitos ocorreu no último dia 1º, quando o Brasil contou 303 mortes em 24 horas
Última atualização do Conass que registrou média móvel acima dos 300 óbitos ocorreu no último dia 1º, quando o Brasil contou 303 mortes em 24 horas Breno Esaki/Agência Saúde DF

João de Marida CNN

Em São Paulo

Ouvir notícia

O Brasil registrou 63 mortes por Covid-19 e 2.799 novos casos em todo o país nas últimas 24 horas, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (15) pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass). As médias móveis de óbitos e de infecções ficaram em 253 e 10.670, respectivamente. É o terceiro menor número de óbitos desde abril de 2020 — o menor de 2021 foi registrado em 7 de setembro, com 59 vítimas no período.

É comum que os números de finais de semana sejam mais baixos, devido às equipes reduzidas nos laboratórios. No entanto, a média móvel de mortes segue abaixo dos 300 desde o início de novembro.

A última atualização do Conass que registrou média móvel acima dos 300 óbitos ocorreu no último dia 1º, quando o Brasil contou 303 mortes na média de sete dias.

Com a atualização desta segunda-feira (15), o país tem um total de 611.346 mortes e 21.960.766 infecções causadas pelo vírus confirmadas desde o início da pandemia, em março de 2020.

Restrições a não vacinados em SP

Em entrevista à CNN nesta segunda-feira (15), o coordenador-executivo do Centro de Continência contra a Covid-19, João Gabbardo, afirmou que o “pior já passou” em relação à pandemia. No entanto, o grande número de pessoas não vacinadas é preocupante e, por isso, ele acredita que a esse público possam vir medidas restritivas no futuro.

“O que se vê no mundo é a diminuição das restrições para as pessoas que já estão vacinadas. A tendência, a partir de agora, é que as restrições sejam impostas às pessoas que, infelizmente, ainda não se vacinaram”, disse.

“Em São Paulo [capital], temos mais de 92% da população com 18 anos vacinada, ou seja, ainda temos mais 8% para completar o esquema vacinal. Essas pessoas que ainda nos preocupam, porque as internações, casos graves e óbitos, na sua grande maioria, ocorrem em quem que não completou a vacinação”, completou.

“Se não vacinar, vai partir para o outro lado”

Nesta segunda-feira (15), o último paciente internado com Covid-19 no Hospital Municipal Ronaldo Gazolla, referência para doença no Rio de Janeiro, recebeu alta.

Adelino Gomes da Silva Filho, de 70 anos, ficou internado durante três meses na unidade devido a complicações decorrentes da Covid-19. O paciente apresentou sintomas graves da doença. “Eu cheguei a achar que ia morrer. Pensei: eu vou partir para outra, não vou aguentar não”.

Hoje, Adelino garante que foi a vacina quem o salvou. “Se não vacinar, vai partir para o outro lado”, alerta.

Pela primeira vez desde o início da pandemia, o hospital não terá mais nenhum paciente internado com a infecção.

Lote com mais 1,5 milhão de vacinas

Na madrugada de hoje (15), mais 1,5 milhão de doses da vacina contra Covid-19 fabricadas pela Pfizer chegaram ao Brasil. O desembarque foi no aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP).

Esse é mais um carregamento que faz parte das 100 milhões de doses previstas para serem entregues até o final de 2021, como parte do segundo contrato assinado entre o governo e a Pfizer.

A previsão do Ministério da Saúde é que 56,7 milhões de doses do imunizante da Pfizer cheguem em novembro, com antecipação de parte dos lotes.

Mais Recentes da CNN