Brasil vai receber 20 milhões de doses de vacina infantil da Pfizer até março

Número é insuficiente para vacinar 20,5 milhões de crianças entre 5 e 11 anos no primeiro trimestre; para especialistas, a solução pode estar na aprovação da Coronavac

Raquel Landimda CNN

em São Paulo

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A Pfizer afirmou que irá entregar 20 milhões de doses de sua vacina contra a Covid-19 desenvolvida para crianças ao Brasil até o mês de março. Entretanto, a quantidade não é suficiente para iniciar a imunização com a segunda dose.

Expectativa de entrega de vacinas para crianças pela Pfizer ao Brasil

  • Janeiro: 4 milhões e 310 mil doses
  • Fevereiro: 7 milhões e 270 mil doses
  • Março: 8 milhões e 420 mil doses

Atualmente, o país tem 20,5 milhões de crianças entre 5 e 11 anos. O maior grupo é formado por quem tem 7 anos, chegando a 3 milhões de pessoas.

População infantil no Brasil

  • 11 anos: 2,9 milhões de pessoas
  • 10 anos: 2,91 milhões de pessoas
  • 9 anos: 2,9 milhões de pessoas
  • 8 anos: 2,94 milhões de pessoas
  • 7 anos: 3 milhões de pessoas
  • 6 anos: 2,94 milhões de pessoas
  • 5 anos: 2,95 milhões de pessoas

Em janeiro seriam imunizadas as crianças de 11 anos e metade do grupo das de 10 anos, correspondendo a apenas 20% do total. Em fevereiro voltaria o restante do segundo público, mais as crianças de 9 e 8 anos.

Já em março aconteceria um dilema: as crianças de 11 anos voltariam para receber a segunda dose, após os 60 dias recomendados pela fabricante.

Com isso, no mês só poderiam receber a primeira dose as crianças 7 anos e parte do público de 6 anos. As crianças de 5 anos seriam vacinadas apenas em abril. Só será possível vacinar todas as crianças ainda no primeiro trimestre caso a segunda dose seja atrasada.

Para especialistas, a solução está na aprovação da Coronavac. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) está discutindo o uso do imunizante produzido pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório Sinovac para crianças e adolescentes entre 3 e 17 anos.

“A Coronavac é uma vacina de uma plataforma já conhecida, muito pouco reatogênica. Não existem relatos no mundo de eventos adversos grau 3. Serão publicados estudos que podem apresentar resultados impressionantes no seu desempenho em idades pediátricas, equivalentes aos resultados da própria vacina da Pfizer para as mesmas idades”, analisou Nésio Fernandes, vice-presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e secretário da Saúde do Espírito Santo.

 

 

 

 

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