Brasileiro que recebeu pílula anti-Covid conta como foi o tratamento em Israel

Simcha Neumark contou à CNN que não criou anticorpo pela vacina e foi indicado pelo governo para iniciar tratamento com a pílula depois de testar positivo

Raphael CoracciniLayane Serranoda CNN

Em São Paulo

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O economista brasileiro Simcha Neumark, que mora em Israel, recebeu pílulas de Paxlovid para tratamento da Covid-19 depois de ter contraído a doença na última sexta-feira (31). Ele contou durante entrevista à CNN nesta quarta-feira (5) como é o tratamento com a pílula da Pfizer, aprovada em caráter emergencial no país onde mora.

Os sintomas da doença percebidos por Neumark foram febre, dor de cabeça e dor de garganta. Depois de fazer um teste PCR em casa e positivar para a doença, ele recebeu as pílulas do governo para tratamento, que precisa ser iniciado 48 horas depois do aparecimento dos sintomas.

“A pílula tem uma eficácia muito boa para casos como o meu”, disse. Ele contou que, menos de 24 horas depois de tomar a primeira dose já registrou alívio dos sintomas.

“Depois de 15 a 17 horas eu estava sem febre, sem dor de garganta, quase sem enxaqueca. Em termos de efeito colateral, ele (o medicamento) dá um cansaço muito grande. Parece que você saiu de uma Covid e foi para uma mononucleose”, comparou.

O economista, que tem uma doença autoimune que o impediu de criar anticorpos para a Covid-19 mesmo depois de ter tomado cinco doses da vacina.

Neumark conta que o governo israelense já conhecia o quadro dele, e que o Ministério da Saúde entrou em contato indicando o tratamento.

“Disseram que, caso eu quisesse tomar (…), em casos como o meu, era muito indicado”, contou. As autoridades ressaltaram, no contato com o brasileiro, que o remédio havia sido aprovado em caráter emergencial em Israel, embora nos Estados Unidos a aprovação via FDA já fosse ampla.

O medicamento foi levado até a residência do brasileiro, que deu início e segue em tratamento. São três comprimidos ministrados de manhã e mais três à noite durante cinco dias.

“Estou me sentindo muito melhor depois de tomadas já três doses do Paxlovid”, disse o economista.

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