Bula da vacina da Pfizer deve ser seguida ‘estritamente’, diz gerente da Anvisa

Gerente de medicamentos da agência, Gustavo Mendes falou à CNN sobre as novas condições de armazenamento e conservação do imunizante

Da CNN, em São Paulo

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Para aprovar as novas formas de armazenamento da vacina da Pfizer, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) analisou uma série de estudos que constataram a integridade do imunizante mesmo conservado em condições diferentes das recomendadas inicialmente pela farmacêutica.

O novo texto da bula da vacina da Pfizer estende de 5 para 31 dias o tempo em que ela pode ficar refrigerada em temperaturas de 2 a 8ºC. Em entrevista à CNN, o gerente de medicamentos da Anvisa, Gustavo Mendes, reforçou que a mudança visa contemplar mais cidades para receberem o imunizante.

“A vacina da Pfizer é de RNA, ou seja, usa o material genético do próprio coronavírus para induzir a resposta imune. Sendo assim, é uma vacina que é muito sensível à temperatura”, explicou. “Por ser um produto sensível, é importante reforçar que os locais que forem receber a vacina da Pfizer, e qualquer outra, sigam estritamente o que está na bula, porque sabemos que se ficar fora da temperatura [ideal], ela perde a sua capacidade de imunização”, acrescentou Mendes.

De acordo com o gerente de medicamentos da agência, a Anvisa fez uma avaliação criteriosa dos dados apresentados pela farmacêutica para autorizar as alterações, apesar de elas já terem sido aprovadas em outros países.

“Para mostrar que uma vacina funciona ou se mantém íntegra na temperatura de 2 a 8ºC, que é a de geladeira comum, é preciso fazer uma série de estudos que mostrem que ela não perde a sua integridade, ou seja, sua capacidade de manter a eficácia e segurança”, disse. “Precisamos fazer avaliação criteriosa, principalmente considerando a nossa realidade no Brasil, que é um país de diversidade de temperatura.”

Vacina da Pfizer começa a ser aplicada em Porto Alegre
Vacina da Pfizer começa a ser aplicada em Porto Alegre (06.mai.2021)
Foto: Reprodução / CNN

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