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    Busca ativa dobra número de crianças vacinadas contra pólio na cidade do Rio

    Estados e municípios do país mantêm iniciativas para atingir meta de 95% do público-alvo imunizado e impedir reintrodução da doença no Brasil

    Marcos Lopes/MS

    Pedro Guimarãesda CNN* no Rio de Janeiro

    Após o Rio de Janeiro iniciar uma busca ativa das crianças que ainda não se vacinaram contra a poliomielite, que pode causar paralisia infantil, a capital fluminense registrou um crescimento de 100% na média de doses aplicadas.

    Foram 1.587 menores de 5 anos imunizados entre segunda (17) e quinta-feira (20), contra 789 na semana anterior à procura. Com isso, a cidade registra uma cobertura de 53,3% do público-alvo, com 156 mil doses aplicadas.

    A medida adotada pela prefeitura do Rio faz parte de uma série de iniciativas de estados e municípios para atingir 95% da cobertura vacinal, meta estipulada pelo Ministério da Saúde. Após o fim da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite, que durou dois meses e terminou no dia 30 de setembro, apenas o estado da Paraíba conseguiu o objetivo. Segundo dados do governo federal, 70,6% do público-alvo brasileiro recebeu o imunizante.

    A estratégia da busca ativa também é usada pelas prefeituras de Vitória, no Espírito Santo, e de Belo Horizonte, em Minas Gerais. As cidades contam com 65% e 76% de cobertura, respectivamente. Para aumentar a procura, as capitais implementam outras medidas como a prorrogação da campanha municipal de vacinação e a aplicação da dose em shoppings, parques e praças, inclusive aos fins de semana e feriados.

    Em Recife, que conta com 54,08% de cobertura vacinal, a prefeitura implementou um “drive-thru itinerante”, que circula, a cada dia, por um ponto da cidade. Os profissionais de saúde da capital de Pernambuco também fazem uma ação de porta em porta para aplicar os imunizantes naqueles que estão com a caderneta de vacinação desatualizada.

    A poliomielite é uma doença contagiosa causada por um vírus no intestino, chamado poliovírus. A transmissão pode ocorrer por contato direto com pessoas infectadas, mas acontece principalmente através do toque em objetos contaminados e consumo de alimentos e bebidas com fezes de portadores do vírus. Como não existe um tratamento específico, a vacinação é a única forma de prevenção da doença.

    O esquema vacinal contra a poliomielite é composto por três doses da vacina injetável (VIP), aos 2, 4 e 6 meses, e mais duas doses de reforço com a vacina oral bivalente (VOP), a gotinha.

    *Sob supervisão de Helena Vieira