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    Canadá: ‘Imposto’ e restrições fizeram aumentar busca por 1ª dose em Quebec

    No país, hesitantes em se vacinar não podem utilizar serviços de trem ou avião, nem trabalhar em locais ou cargos do serviço público

    Profissional de saúde prepara dose da vacina contra a Covid-19
    Profissional de saúde prepara dose da vacina contra a Covid-19 Cristine Rochol/PMPA

    Paula Newtonda CNN

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    Um dia depois que a província canadense de Quebec anunciou que penalizaria financeiramente os residentes não vacinados, o ministro da Saúde local disse, nesta quarta-feira (12), que a procura pela primeira dose aumentou nas horas seguintes ao anúncio.

    “É encorajador!”, publicou no Twitter o ministro da Saúde de Quebec, Christian Dube, indicando que o número de agendamentos para a primeira dose da vacina na terça-feira foi o mais alto em vários dias.

    A multa para quem não tomou a vacina não se aplicaria àqueles com isenção médica, e nenhum detalhe foi anunciado, embora as autoridades tenham dito que o valor a ser cobrado seria “significativo”.

    O governo de Quebec diz que, embora quase 90% dos moradores elegíveis tenham recebido pelo menos uma dose de vacina contra a Covid-19, os não vacinados continuam sendo um fardo para o sistema de saúde pública da província.

    Em uma apresentação de dados sobre a Covid-19 na quarta-feira, o primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, afirmou que não avaliaria se a penalidade financeira de Quebec para os não vacinados era uma boa política, dizendo que precisava ver mais detalhes.

    Trudeau ressaltou que o Canadá tem restrições estritas de vacinação para passageiros de companhias aéreas e trens, trabalhadores federais e locais de trabalho regulamentados pelo governo federal.

    “E para as pessoas que continuam hesitando ou optando por não se vacinar, estão perdendo os privilégios para fazer certas coisas, seja pegar um trem ou avião, seja viajar internacionalmente, ou ter um emprego no serviço público”, disse Trudeau em uma entrevista coletiva na quarta-feira, reconhecendo que há um debate contínuo sobre a melhor forma de incentivar os não vacinados.

    Na semana passada, Quebec, onde vivem quase um quarto de todos os canadenses, anunciou que os moradores teriam que ser vacinados para comprar bebidas alcoólicas ou cannabis. O comprovante de vacinação é necessário para comer em restaurantes, frequentar a academia ou participar de eventos esportivos.

    O ministro da Saúde do Canadá, Jean-Yves Duclos, acrescentou que, embora a nova penalidade em Quebec não viole as leis de saúde do Canadá, a vacinação é a saída da pandemia e as restrições aos não vacinados têm sido uma ferramenta útil no Canadá.

    “Nós também demonstramos no nível federal que as restrições funcionam, 99% dos servidores públicos, e quase 99% dos servidores públicos no nível federal estão totalmente vacinados ou em breve serão totalmente vacinados”, disse Duclos em entrevista coletiva em Ottawa, na quarta-feira.

    As autoridades de saúde pública afirmam que a grande maioria dos pacientes nos hospitais de Quebec não está vacinada. Elas não informaram quantos pacientes hospitalizados com Covid-19 não foram vacinados.

    Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

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