Cepa indiana: situação está controlada no Rio, diz vice-presidente da Fiocruz

Homem infectado pela variante retornou para o convívio familiar neste sábado (5)

Beatriz Puente e Lucas Janone, da CNN, no Rio de Janeiro

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O vice-presidente de produção da Fiocruz, Marco Krieger, afirmou à CNN que a disseminação da variante originária da Índia, por hora, está sob controle no estado do Rio de Janeiro. E desse modo, ressaltou também que ainda não vê necessidade de implementar medidas muito restritivas contra a entrada de passageiros vindos do país asiático. De acordo com ele, a testagem e a quarentena “têm sido usadas com sucesso”.

No último dia 25, a Secretaria estadual de saúde confirmou o primeiro paciente infectado pela cepa da Índia no estado do Rio de Janeiro. O homem de 35 anos ficou isolado em um hotel da capital fluminense e foi liberado para o convívio familiar nesta sábado (5). A Secretaria Municipal de Saúde (SMS)  afirmou que continuará a monitorar as 29 pessoas envolvidas por mais 14 dias. 

Esse único caso positivo da variante da Índia mobilizou 44 pessoas de duas cidades, Campos dos Goytacazes e a capital fluminense. No Rio de Janeiro, 29 pessoas continuarão sendo testadas periodicamente, inclusive funcionários do hotel onde o homem infectado pela cepa originária da Índia estava isolado. Já em Campos dos Goytacazes são 17 monitorados, sendo que dois desses tiveram contato direto com o paciente.

Monitoramento de variantes (21 de maio de 2021)
Monitoramento de variantes (21 de maio de 2021)
Foto: Reprodução / CNN

 

Na sexta-feira (4), mais três homens indianos começaram a ser monitorados em Campos e estão em isolamento. Até agora, todas as 47 pessoas em acompanhamento testaram negativo para a Covid-19.

Em nota, a Secretaria Estadual de Saúde (SES), afirmou que, desde a última terça-feira(1),  tem intensificado o monitoramento de passageiros que chegam aos Aeroportos Internacional Tom Jobim (Galeão) e ao Santos Dumont com origem da Índia.

A pasta também afirmou que uma equipe da Secretaria está de prontidão 24 horas e é acionada pela Anvisa quando ocorre a chegada desses passageiros ao Rio. A testagem obrigatória é realizada em área restrita, nos aeroportos. Os passageiros que testarem positivo serão isolados em um hotel no município do Rio de Janeiro e realizarão teste RT-PCR. As amostras serão encaminhadas para sequenciamento genômico e identificação da variante. 

No dia 28 de maio, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomendou mudar a legislação que regulamenta a entrada de pessoas no país pelos portos marítimos para conter a disseminação das novas variantes da Covid-19.

Pela sugestão, os marítimos estrangeiros que chegasse de países que tem circulação de variantes ficariam impedidos de entrar no Brasil e os brasileiros precisariam cumprir quarentena de 14 dias na cidade de desembarque. Atualmente, os trabalhadores marítimos podem ingressar no Brasil, por via aérea ou marítima, desde que negativados em PCR prévio e não reportando nenhum sintoma na Declaração de Saúde do Viajante (DSV).

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