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    Cidade do Rio avalia compra de vacinas contra a Covid-19 para imunizar crianças

    Medida foi recomendada pelo comitê científico da prefeitura e está em análise pela Secretaria Municipal de Saúde

    Stéfano Sallesda CNN

    no Rio de Janeiro

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    O Rio de Janeiro considera adquirir vacinas da Pfizer para imunizar crianças de cinco a 11 anos contra a Covid-19. A decisão ainda não foi tomada, mas houve uma recomendação do Comitê Especial de Enfrentamento à Covid-19 (CEEC), da Secretaria Municipal de Saúde, em reunião realizada na segunda-feira (20).

    A reunião ocorreu já com a confirmação do primeiro caso da variante Ômicron na cidade, após sequenciamento realizado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A ata do encontro já foi divulgada. Nele, o colegiado se manifestou favoravelmente à vacinação para as crianças.

    “Alinhado às sociedades científicas e às melhores evidências até aqui disponíveis, o CEEC recomenda fortemente à SMS que todas as medidas sejam adotadas para implementar a campanha de vacinação em crianças, avaliando inclusive a eventual necessidade de compra direta aos fornecedores”, diz um trecho do documento.

    A vacinação para esse público foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) na quinta-feira (16), com o imunizante da Pfizer. No dia seguinte, a Câmara Técnica de Assessoramento em Imunização da Covid-19 (CTAI Covid-19) também aprovou a medida, por unanimidade.

    Mesmo com as aprovações, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, tem defendido que a pasta faça uma análise minuciosa para decidir se aprova ou não a imunização deste público. Em declarações recentes, o presidente Jair Bolsonaro (PL) defendeu que a medida ocorra com a assinatura de um termo de compromisso por parte dos pais ou responsáveis.

    O secretário municipal de Saúde do Rio de Janeiro, Daniel Soranz, afirmou manter contato com o Ministério da Saúde e que aguardará uma posição concreta da pasta para decidir o que fazer. “Estou em contato com o ministério e eles parecem estar negociando um novo contrato de Pfizer. Vou aguardar uma definição para sabermos como agir a partir de então”, afirmou.

    O município ainda não tem calculado o número de doses que seriam necessárias para imunizar esse público. Os dados estão na fase de cálculos por parte da SMS. Procurado para comentar a recomendação da CEEC, o Ministério da Saúde ainda não se posicionou sobre o assunto.

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