CNN Sinais Vitais explica como funciona a medicina de família

Conheça o papel da Medicina de Família e Comunidade, especialidade que mergulha na realidade dos pacientes

da CNN, em São Paulo

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Dos cenários do agreste pernambucano à segunda maior favela de São Paulo, o CNN Sinais Vitais desta semana percorre os caminhos da Medicina de Família e Comunidade, um dos pilares mais importantes da atenção primária à saúde.

O CNN Sinais Vitais, apresentado pelo cardiologista Roberto Kalil, vai ao ar nesta quarta-feira (23), às 22h30, logo após o Jornal da CNN, na faixa nobre da CNN Brasil. Participam do episódio o médico sanitarista Gonzalo Vecina Neto e a médica de família Rafaela Pacheco.

O programa percorre as ruas de Paraisópolis, na região Sul da capital paulista, ao lado da equipe de saúde que faz o atendimento na localidade. O episódio conta um pouco mais sobre o trabalho de profissionais que saem todos os dias de consultórios e postos médicos para mergulhar na realidade dos pacientes.

“É uma especialidade brilhante. O trabalho deles salva vidas e melhora a qualidade de vida das pessoas. Esse sistema deveria ser expandido cada vez mais, para todas as comunidades do país”, destaca Kalil.

O papel do agente comunitário de saúde

Os agentes, considerados peças importantíssimas na estratégia de saúde da família, são responsáveis por visitar regularmente as casas dos pacientes. Além deles e dos médicos, em geral, as equipes contam com enfermeiros, técnicos de enfermagem, residentes e dentistas.

“O agente comunitário de saúde é uma invenção brasileira e deve necessariamente morar onde ele vai trabalhar, para que ele tenha a confiança das famílias e seja recebido por elas em suas respectivas casas”, afirmou o médico sanitarista Gonzalo Vecina Neto, professor da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP). 

Segundo o sanitarista, a atenção primária no Brasil conta com grande eficiência e impacta positivamente na redução no número de mortes no país, especialmente entre os grupos de pessoas com menor renda. 

“Estimamos que 80% das demandas individuais de saúde são resolvidas na atenção primária à saúde. Com isso, conseguimos dar folga para o resto do sistema atender o que é mais importante e mais complexo, que precisa de especialidade”, afirma Gonzalo. 

Pessoas que buscam fazer a diferença

A equipe da CNN também viajou para Pernambuco, na região Nordeste, para contar a história de um jovem, filho de pais agricultores, que está prestes a se tornar médico. A paixão de Jeferson Cesar, de 25 anos, pela área da saúde começou quando ele era agente comunitário em um pequeno vilarejo no agreste pernambucano.

Do Morro da Conceição, no Recife, a equipe mostra o ritmo acelerado de uma médica apaixonada pelo SUS e pela vida de pessoas. Rafaela Pacheco está entre os mais de 7 mil médicos de família do Brasil, especialidade que cresceu 30% nos últimos dois anos.

“Trabalhar o cuidado centrado na pessoa é diferente de trabalhar um cuidado centrado na doença. Porque uma pessoa é muito mais do que a doença que ela apresenta. Ela tem as suas questões, a sua forma de se alimentar, de passar ou não fome, de como lida com suas emoções e sua espiritualidade. A gente faz a medicina centrada na pessoa”, explica Rafaela.

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