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    CNN Sinais Vitais mostra os caminhos para um transplante de coração

    Programa explica o passo a passo para a cirurgia, da captação do órgão até a chegada ao hospital

    da CNN, em São Paulo

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    Nesta semana, o CNN Sinais Vitais, apresentado pelo cardiologista Roberto Kalil, abordará o passo a passo para a realização de um transplante de coração, da captação do órgão até a chegada ao hospital. O episódio contará também histórias emocionantes de vidas que foram transformadas com a chegada de novos corações, após a espera na lista de transplantes

    O CNN Sinais Vitais vai ao ar nesta quarta-feira (9), às 22h30, logo após o Jornal da CNN, na faixa nobre da CNN Brasil. Participam do episódio os cardiologistas Fábio Jatene, diretor da divisão de cirurgia cardiovascular do Instituto do Coração (Incor) de São Paulo; João David de Souza Neto, coordenador da Unidade de Transplante do Hospital de Messejana, de Fortaleza, e Nadine Clausell, presidente do Hospital de Clínicas de Porto Alegre.

    Conscientização sobre a doação de órgãos

    O especialista do Incor, Fábio Jatene, avalia que um dos maiores desafios para a realização de transplantes de coração é manter o doador vivo. “O doador é um paciente que sofreu um problema gravíssimo irreversível neurologicamente. Em pouco tempo, seu coração vai parar de funcionar. Nós temos que ser muito ágeis exatamente nesse momento: entre a autorização e a realização do transplante”, explicou.

    Segundo Jatene, a quantidade de doadores de órgãos disponível no Brasil ainda é um problema para a realização das operações. “De maneira geral, metade dos órgãos que poderiam ser doados são de fato doados. Apesar de mudanças na legislação que foram ocorrendo ao longo dos anos, existe a necessidade de autorização da família”, disse.

    Para ele, a conscientização da população é fundamental. “É preciso que as pessoas entendam que transplante é uma forma efetiva de tratar. Pessoas transplantadas voltam a trabalhar, a fazer esporte, voltam a ter participação familiar e social”, afirmou.

    O papel do SUS nos transplantes no Brasil

    O Sistema Nacional de Transplantes foi criado em 1997 e integra as secretarias de Saúde de todos os estados e municípios, em uma estrutura coordenada para centralizar a notificação das doações de órgãos.

    “O Brasil tem o Sistema Nacional de Transplantes, em que o SUS custeia o maior programa de transplantes do mundo pelo setor público. Isso tem que ser muito valorizado e trazido à tona como uma necessidade de realmente trazer uma melhora da saúde da nossa população. Oferecer transplantes é oferecer vida”, disse Nadine.

    O Hospital de Messejana, em Fortaleza, no Ceará, é referência em transplante de coração para as regiões Norte e Nordeste. Desde a criação do programa de transplantes, em 1997, já foram realizadas 501 operações. “Sempre tivemos uma visão muito otimista aqui no hospital, com o intuito de estimular transplantes em estados que não realizavam”, afirmou João David.

    No entanto, o especialista ressalta que a pandemia levou a uma queda no número de operações. “Até o início do ano passado, nos dois primeiros meses, nós fizemos sete transplantes, então estávamos fazendo de dois a três transplantes por mês”, disse.

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