Com atraso de 2 meses, Fiocruz chega a 100 milhões de doses entregues

Meta inicial era que 100 milhões de doses fossem entregues até julho

Fiocruz demora dois meses para bater meta de 100 milhões de doses entregues da vacina AstraZeneca contra a Covid-19
Fiocruz demora dois meses para bater meta de 100 milhões de doses entregues da vacina AstraZeneca contra a Covid-19 Rodrigo Pereira/Fundação Oswaldo Cruz

Pedro Duranda CNN

no Rio de Janeiro

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A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) ultrapassou, nesta sexta-feira (24), a entrega de 100 milhões de doses da vacina da AstraZeneca contra Covid-19 ao Ministério da Saúde.

A meta da fundação é que o total de doses tivessem sido entregues em julho. O plano inicial era entregar 100,4 milhões entre janeiro e julho e 110 milhões entre agosto e dezembro.

A crise dos insumos, no entanto, impactou o ritmo de produção da fábrica de BioManguinhos –que vem caindo mês a mês– e consequentemente as entregas de vacina.

A Fiocruz diz que foi prejudicada pela falta de ingredientes necessários para produzir a vacina. As remessas também vieram com menos constância do que eles esperavam.

Em nota, a Fiocruz comemorou o marco, dizendo que “a Fundação alcança aproximadamente 101 milhões de vacinas disponibilizadas ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) em apenas oito meses, sendo um marco na atuação da instituição no combate à pandemia”.

A entrega desta sexta-feira foi de 2 milhões de doses, somando 4,5 milhões na semana. Dificilmente a meta de 15 milhões de doses entregues prometida para setembro será alcançada.

Na prática, o plano era entregar 210 milhões de doses da vacina neste ano, o que os números indicam que não irá acontecer.

Pra romper duas semanas de interrupção de entregas, a Fiocruz passou a enviar as doses ao Ministério da Saúde ao longo da semana e não apenas às sextas-feiras.

Com menos de 10 milhões de doses entregues até agora no mês, a Fundação depende das entregas da semana que vem para reverter a queda na produtividade. No mês de agosto, foram entregues apenas 11,4 milhões de doses.

Ao lado da fórmula do Instituto Butantan, que fábrica e distribui a Coronavac, a fórmula escolhida pela Fiocruz, da AstraZeneca, foi um das primeiras aprovadas pelo Ministério da Saúde e incorporada ao Programa Nacional de Imunizações.

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