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    Como superar aquela ressaca de Ano Novo antes de ela começar

    Veja dicas dos especialistas de como evitar, ou pelo menos reduzir ao mínimo, os sintomas da ressaca após as festas de fim de ano

    Brinde com bebidas alcoólicas
    Brinde com bebidas alcoólicas Unsplash

    Sandee LaMotteda CNN

    Brindar o início de um novo ano é um ritual antigo e, para muitos, também é seguido do temido rescaldo matinal – uma ressaca.

    O que parecia muito divertido durante a festa, no dia seguinte faz suas mãos tremerem, sua cabeça latejar e seu coração disparar, sem falar em outros sintomas desagradáveis, como tontura, náusea, vômito, sensibilidade à luz e sede insuportável.

    Por que você está sofrendo? Porque a bebida que passou suavemente por seus lábios agora está causando estragos em seu corpo, causando desidratação, desconforto estomacal e inflamação. Esses desconfortos atingem o pico quando todo o álcool deixa seu corpo.

    Não existe uma maneira cientificamente comprovada de curar uma ressaca, mas os especialistas dizem que você pode evitá-la – ou pelo menos reduzir ao mínimo o sofrimento da manhã seguinte. Veja como:

    Beba com o estômago cheio

    Esqueça a ideia de fazer uma refeição muito tarde depois de uma noite de bebedeira – é tarde demais, dizem os especialistas. Em vez disso, coma antes do primeiro drinque e continue beliscando as comidas durante a noite.

    “A comida no estômago retarda o esvaziamento gástrico e pode reduzir os sintomas da ressaca”, disse o Dr. Robert Swift, professor de psiquiatria e comportamento humano na Escola de Medicina Warren Alpert, da Brown University em Providence, Rhode Island.

    Por que a comida ajuda? Porque o álcool não é metabolizado pelo estômago, mas pelo trato intestinal logo abaixo dele, disse Swift.

    “Se alguém toma shots com o estômago vazio, por exemplo, todo aquele álcool puro não é diluído no estômago e passa para o intestino muito rapidamente”, disse Swift, que estuda o abuso de álcool desde os anos 1990.

    “No entanto, se o estômago contém comida, há sucos gástricos e enzimas que misturam a comida e o álcool, e apenas pequenas quantidades de comida passam para o intestino”, disse ele. “Agora o álcool é diluído no estômago e apenas uma pequena quantidade de álcool é absorvida”.

    Mantenha a hidratação

    O mesmo princípio se aplica à água e outras bebidas não alcoólicas, disse Swift. “Se o álcool for misturado com um outro líquido, ele é diluído, então, quando entra no intestino, não é tão irritante. É menos provável que você fique com o intestino inflamado ou revestimento do estômago inflamado”.

    Hidratação / Freepik

    Há outro benefício em beber água entre as bebidas, disse John Brick, ex-chefe de pesquisa do Centro de Estudos sobre Álcool, Divisão de Educação e Treinamento da Rutgers University, em Nova Jersey.

    “A principal causa da ressaca é a desidratação e a perda de líquidos, juntamente com vitaminas e minerais”, disse Brick, autor do “The Doctor’s Hangover Handbook” (“Manual do Médico Sobre a Ressaca”, em tradução livre) e publicou artigos científicos sobre os efeitos biocomportamentais do álcool e outras drogas.

    Beber apenas 3½ bebidas alcoólicas pode resultar na perda de até um litro de água durante várias horas, acrescentou Brick. “É uma boa quantidade de água que precisa ser reposta”.

    A desidratação causada pelo álcool pode afetar ainda mais as mulheres, e é mais provável que elas sofram de ressaca, mesmo que bebam menos do que os homens, disse Swift. Isso porque um homem tem uma porcentagem maior de água corporal do que uma mulher com a mesma altura e peso, então a mesma quantidade de álcool será mais diluída em no homem, disse ele.

    “A mulher terá uma concentração maior de álcool no sangue porque seu corpo contém menos água para diluí-lo”, disse ele. “As mulheres são muito mais suscetíveis aos efeitos deletérios do álcool (e elas) ficam mais intoxicadas e desenvolvem doença hepática alcoólica mais cedo na vida do que os homens”.

    Escolha cervejas, vinhos ou destilados com menos aditivos

    O álcool que bebemos, chamado álcool etílico ou etanol, é o subproduto da fermentação de carboidratos e amidos, geralmente algum tipo de grão, uva ou baga.

    Usamos subprodutos da fermentação de outras maneiras: o etanol é adicionado à gasolina em nossos carros, e o álcool metílico ou metanol – uma substância tóxica – é usado como solvente, pesticida e fonte alternativa de combustível. Também chamado de álcool de madeira, o álcool metílico feito por contrabandistas cegou ou matou milhares de pessoas durante a Lei Seca, entre as décadas de 1920 e 30 nos Estados Unidos.

    Champanhe / Jaeyoon Jeong/Unsplash

    Isso não é tudo – a lista de subprodutos ou produtos químicos adicionados pelos fabricantes para dar sabor pode ser lida como uma lista de suprimentos em um depósito industrial: formato de etila, acetato de etila, n-propanol, isobutanol, n-butanol, isopentanol e álcoois isoamílicos.

    Embora esses congêneres, como são chamados, sejam adicionados em pequenas quantidades não tóxicas, algumas pessoas são excessivamente sensíveis aos seus efeitos.

    No geral, cervejas e destilados de cor escura tendem a conter mais congêneres e, portanto, podem ser mais propensos a causar ressacas, dizem os especialistas. Um estudo de 2010 investigou a intensidade das ressacas em pessoas que bebiam o whiskey americano bourbon de cor mais escura versus vodca clara.

    “Os congêneres no bourbon […] aumentaram significativamente a intensidade da ressaca, o que não é muito surpreendente, já que o bourbon tem cerca de 37 vezes a quantidade de congêneres da vodca”, disse Brick.

    Conservantes químicos chamados sulfitos, conhecidos por causar reações alérgicas em pessoas sensíveis, também são um subproduto natural da fermentação em pequenas quantidades. No entanto, muitos fabricantes de cerveja e vinho adicionam sulfitos aos seus produtos para prolongar a vida útil. (Os sulfitos também são adicionados a refrigerantes, cereais, adoçantes, alimentos enlatados e ultraprocessados, medicamentos e muito mais).

    Os vinhos doces e brancos tendem a ter mais sulfitos do que os tintos, mas os vinhos tintos contêm mais taninos, que são compostos amargos ou adstringentes encontrados na casca e nas sementes das uvas. Como os sulfitos, os taninos podem desencadear reações alérgicas em pessoas sensíveis.

    Como resultado, limitar seu consumo a cervejas leves, licores claros e vinho branco pode ajudar a manter a ressaca sob controle.

    Abster-se

    No fim das contas, porém, os especialistas dizem que há apenas uma maneira verdadeira de prevenir – ou curar – uma ressaca: não beba.

    “Não existe uma cura simples porque existem muitos fatores complexos que produzem os múltiplos sintomas de uma ressaca”, disse Swift. “E é por isso que a única cura real para uma ressaca é não beber álcool ou beber uma quantidade tão baixa de álcool que não provoque uma ressaca”.

    Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

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